Erdogan pede que Papa não fale mais em 'genocídio armênio'

Há cerca de dois anos, uso do termo causou incidente diplomático

10:56, 07 FevISTAMBUL ZGT
(ANSA) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, falou sobre a visita que fez recentemente à Itália e ao Vaticano e revelou que pediu para o papa Francisco não usar mais o termo "genocídio armênio".
    "Expliquei que nós somos da ideia de que essa expressão deve ser deixada no campo da história e não usada como um instrumento político", disse aos jornalistas nesta quarta-feira (7).
    Em abril de 2015, durante uma missa no Vaticano, o Pontífice lembrou dos 100 anos do "martírio armênio", chamando o assassinato de centenas de milhares de armênios, entre 1915 e 1917, de "genocídio".
    O termo é duramente rechaçado pelo governo Erdogan, que chegou a chamar de "calúnia" as afirmações de Jorge Mario Bergoglio à época. O governo até afirmou que Francisco fazia parte de um "complô" para responsabilizar os turcos pelos crimes da época do Império Otomano.
    No entanto, o líder católico não recuou sobre o uso do termo e continuou a usá-lo, inclusive, durante a viagem que fez à Armênia em 2016. Por conta disso, o governo turco convocou o embaixador vaticano no país para fazer mais um protesto formal sobre o tema. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA

archivado en