Igreja exclui possibilidade de ter mulheres sacerdotisas

Luis Ladaria lembrou que apenas homens foram apóstolos

Freiras se reúnem na Pizza San Pietro, no Vaticano
Freiras se reúnem na Pizza San Pietro, no Vaticano (foto: ANSA)
15:47, 30 MaiVATICANO ZLR

(ANSA) - O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano, Luis Ladaria, recém-indicado como cardeal, disse que a Igreja Católica exclui a possibilidade de ter mulheres sacerdotisas.

"Cristo quis entregar o sacramento aos 12 apóstolos, todos homens, que, por sua vez, o comunicaram a outros homens", escreveu o espanhol em um artigo para o jornal oficial do Vaticano, "L'Osservatore Romano".

"A Igreja sempre se viu vinculada a essa decisão do Senhor, a qual exclui que o sacerdócio ministerial possa ser validamente conferido às mulheres", acrescentou no texto, cujo título é "O caráter definitivo da doutrina do 'Ordinatio sacerdotalis'".

"Trata-se de uma verdade que pertence ao patrimônio da fé", ressaltou Ladaria.

Ainda de acordo com ele, a Igreja se "preocupa quando vê surgir em alguns países vozes que colocam em dúvida o caráter permanente dessa doutrina".

No entanto, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé reconhece que tal solidez poderia ser alterada por algum papa ou "anulada" por algum concílio, mas que isso seria uma tarefa difícil, pois é algo que "não foi determinado por Deus".

Em 2016, Francisco criou uma Comissão de Estudos sobre Diaconisas, abrindo a possibilidade de as mulheres aumentarem suas funções na Igreja. No entanto, as análises ainda não foram concluídas.

"De qualquer maneira, a diferença de funções entre o homem e a mulher não comporta consigo nenhuma subordinação, mas um enriquecimento mútuo. Lembrem-se que a figura consumada da Igreja é Maria, mãe do Senhor, a qual não recebeu o ministério apostólico", disse Ladaria.

"Com isso, vê-se que o masculino e o feminino, linguagem original que o Criador registrou no corpo humano, estão ambos assumidos na obra da nossa redenção", concluiu. (ANSA)

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