Papa recebe petrolíferas e cobra proteção do meio ambiente

"Uso da energia não deve destruir a civilização", disse

Papa Francisco durante encontro com crianças no Vaticano
Papa Francisco durante encontro com crianças no Vaticano (foto: ANSA)
14:34, 09 JunCIDADE DO VATICANO ZLR

(ANSA) - O papa Francisco recebeu neste sábado (9) um grupo de dirigentes das principais empresas do setor petrolífero e de gás natural e cobrou que a exploração energética não ameace o futuro da civilização.

O encontro foi promovido pelo Dicastério para o Desenvolvimento Integral do Vaticano e pela Universidade de Notre Dame, dos Estados Unidos. Em seu alerta, o Pontífice lembrou que, mesmo após dois anos e meio da assinatura do Acordo de Paris, as emissões de CO2 e as concentrações de gases do efeito estufa "continuam muito altas".

"Por isso é preciso discutir juntos - industriais, investidores, pesquisadores e clientes - sobre a transição e a busca de alternativas. A civilização exige energia, mas o uso de energia não deve destruir a civilização", disse. Segundo Francisco, a identificação de um "mix energético adequado é fundamental para combater a poluição, erradicar a pobreza e promover a equidade social".

"Como sabemos, somos atingidos por crises climáticas, mas os efeitos das mudanças climáticas não são distribuídos de modo uniforme. Os pobres são quem mais sofrem com as devastações do aquecimento global, com as crescentes perturbações no campo, a insegurança da disponibilidade de água e a exposição a graves eventos meteorológicos", acrescentou.

O Papa ainda afirmou que, para saciar a "sede" por energia, não é lícito alimentar a verdadeira sede, por água, ou a pobreza e a exclusão social. "A necessidade de ter à disposição quantidades crescentes de energia para o funcionamento das máquinas não pode ser satisfeita ao preço de envenenar o ar que respiramos", reforçou.

O meio ambiente é uma das bandeiras do pontificado de Francisco, que dedicou sua primeira encíclica, a "Louvado seja", a esse tema. No texto, ele defende a criação de um novo modelo de desenvolvimento que respeite a "casa comum" do ser humano. (ANSA)

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