Vaticano reabre túmulos para buscar jovem desaparecida

Emanuela Orlandi desapareceu em 1983, aos 15 anos de idade

Vaticano reabre túmulos para buscar jovem desaparecida (foto: ANSA)
13:37, 12 JulCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O Vaticano informou que os túmulos de duas princesas reabertos na manhã desta quinta-feira (11) na tentativa de encontrar os ossos de Emanuela Orlandi, jovem desaparecida em 1983, aos 15 anos de idade, estão completamente vazios.

De acordo com comunicado da Santa Sé, a operação não encontrou nenhum resto mortal da menina nos sepulcros. Além disso, nem os ossos das duas princeses que deveriam estar enterrados no local estão lá.

“A pesquisa teve êxito negativo: não foram encontrados nenhuma descoberta humana na urna funerária”, informou o diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti.

O irmão da jovem desaparecida confirmou a informação e ressaltou que sua família precisa continuar as buscas. "Acredito que teremos que continuar e esperar por uma colaboração honesta. Enquanto eu não encontrar Emanuela, é meu dever procurar a verdade", afirmou Pietro Orlandi.

Para a advogada da família Orlandi, Laura Sgrò, o resultado da operação "é vergonhoso".  “Eu esperava de tudo mas não de ver os túmulos vazios. Precisamos fazer uma análise aprofundada para entender o motivo”, afirmou.

Nesta manhã, o Vaticano reabriu dois túmulos do cemitério teutônico de Roma onde poderiam estar os restos mortais de Orlandi.

A medida foi tomada após a família de Orlandi ter recebido uma carta indicando sua suposta sepultura. O cemitério fica na fronteira do Vaticano e é administrado pela Santa Sé, e um dos jazigos em questão exibe a estátua de um anjo e uma lápide dedicada a príncipes de uma família de nobres alemães.

A operação teve início às 8h15 (horário local) desta manhã e foi concluída por volta das 11h15, após uma oração em frente aos dois sepulcros, liderada pelo reitor do Colégio Teutônico.

A informação foi relatada pelo diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti, que, na ocasião, disse que não ser "possível prever, no momento, o tempo de duração para a conclusão dessas operações, que envolvem cerca de 15 pessoas".

Os especialistas são do Centro de Segurança Operacional da Gendarmaria do Vaticano. Os parentes de Orlandi juntamente com sua advogada e seu representante também estavam presentes.

Nos túmulos eram para estar enterradas as princesas Sophie von Hohenlohe, que morreu em 1836, e Carlotta Federica de Mecklenburg, falecida em 1840. A família delas já foi avisada sobre o sumiço dos ossos. O desaparecimento dá início a um novo mistério no Vaticano.

Orlandi desapareceu em 1983, aos 15 anos de idade, enquanto voltava para casa. Ela era filha de um funcionário da Santa Sé, cidadã do Vaticano e residia dentro dos muros do menor país do mundo, mas até hoje não se sabe seu paradeiro. (ANSA)

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