Papa aprova auditores externos no Banco do Vaticano

Francisco renovou estatutos do IOR neste sábado (10)

Papa aprova auditores externos no Banco do Vaticano (foto: EPA)
11:22, 12 AgoCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - O papa Francisco aprovou os novos estatutos do Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como o "Banco do Vaticano, e introduziu um auditor externo de contas, segundo as normas internacionais, informou a Santa Sé neste sábado (10).

O documento é uma renovação das atuais diretrizes, aprovadas pelo papa João Paulo II, em 1990, e suas medidas entram em vigor, de forma experimental, por dois anos.

Apesar dos novos estatutos, o objetivo do órgão de "prover a custódia e administração de bens móveis e imóveis transferidos ou confiados ao Instituto por pessoas físicas ou jurídicas e destinados a obras religiosas ou de caridade" não serão modificados.

De acordo com o Vaticano, a função de revisor externo, que poderá ser uma pessoa física ou jurídica, visa a verificação de demonstrações financeiras de acordo com os padrões internacionais reconhecidos.

Com isso, Jorge Bergoglio exclui a figura dos três auditores internos, cujos cargos eram renováveis apenas uma vez. Os representantes geralmente são escolhidos pela comissão de cardeais sob proposta do Conselho de Superintendência.

Entre as funções do novo auditor estão a possibilidade de solicitar da instituição financeira qualquer informação potencialmente útil para suas atividades de supervisão, além de conferir se os balancetes do banco estão conformes com os padrões internacionais.

Com a nova mudança, os órgãos do IOR tornam-se quatro: a Comissão de Cardeais, composta por cinco cardeais nomeados pelo Papa; o Conselho de Superintendência, que passa de cinco para sete integrantes; o Prelado; e o Conselho de Administração, com um diretor-geral.

O estatuto pretende preencher uma lacuna antiga, determinando que os funcionários do IOR tenham "a obrigação de exclusividade de emprego". Eles não poderão realizar outras atividades administrativas ou de consultoria nem comerciais dentro ou fora do Vaticano. Além disso, todos os empregados deverão seguir um "Código de Ética".

Desde que assumiu o pontificado, em 2013, o líder argentino condena as atividades financeiras ilícitas. Em junho do mesmo ano, Francisco chegou até a criar uma comissão de inquérito para o IOR, que registrou, em 2018, um resultado positivo de 17,5 milhões de euros, uma queda de 45% em relação ao ano anterior. Ao todo, o Banco do Vaticano prestou serviços a cerca de 15 mil clientes. (ANSA)

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