Papa recorda queda da ponte de Gênova e pede 'esperança'

Francisco enviou carta aos genoveses um ano depois da tragédia

Papa recorda queda da ponte de Gênova e pede 'esperança' (foto: ANSA)
19:29, 15 AgoROMA ZCC

(ANSA) - O papa Francisco recordou nesta terça-feira (13) o primeiro aniversário do desabamento da ponte Morandi, em Gênova, e fez um apelo para a população da cidade italiana não perder a esperança.

"Foi uma ferida infligida no coração da cidade, uma tragédia para quem perdeu os próprios parentes, um drama para os feridos, um evento assustador para quem foi obrigado a deixar as próprias casas vivendo como deslocado", relembrou em uma carta publicada no jornal italiano "La Stampa".

No texto, o Pontífice afirmou que não esqueceu dos genoveses e continua a rezar pelas vítimas do colapso do viaduto, ocorrido no dia 14 de agosto de 2018, que deixou 43 mortos. "Quero dizer-lhes que não os esqueci, que rezei e rezo pelas vítimas", continuou Francisco, acrescentando que diante de eventos do gênero "as nossas pobres palavras humanas são inadequadas".

O Papa ainda reforçou que "não tem respostas", porque "depois dessas tragédias só se pode chorar, permanecer em silêncio e interrogar sobre a razão da fragilidade daquilo que construímos e, sobretudo, rezar".

O líder da Igreja Católica expressou palavras de esperança e de encorajamento, além de pedir para que todos os genoveses não se sintam solitários.

Para o argentino, a resposta de Deus à dor das pessoas foi "a sua proximidade, uma presença que acompanha, que não deixa sós". Ele ainda ressaltou que sabia que depois de uma grande tragédia que "feriu, famílias e a cidade souberam reagir, levantar-se e olhar para frente".

"Não percam a esperança", apelou o Papa, recordando que "sempre" que pensa em Gênova lembra de seu porto, no lugar de onde partiu o seu pai. "Penso na fadiga quotidiana, na vontade obstinada e nas esperanças dos genoveses".

A mensagem de Jorge Bergoglio é divulgada um dia depois que a demolição do que restou da ponte foi encerrada após a implosão dos últimos dois pilares comprometidos.

Quase um ano da tragédia, o local agora está pronto para ser reconstruído. No entanto, os familiares das vítimas ainda cobram por justiça, já que as causa do colapso ainda estão sob investigação. (ANSA)

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