Vaticano pede resposta global para ajudar afetados por vírus

Representante da Santa Sé na ONU apelou na Assembleia da Saúde

Papa Francisco na Praça São Pedro
Papa Francisco na Praça São Pedro (foto: )
16:26, 19 MaiCIDADE DO VATICANO ZCC

(ANSA) - Em meio à pandemia do novo coronavírus, a Santa Sé reiterou nesta terça-feira (19) o pedido do papa Francisco para que todas as pessoas atingidas pela Covid-19 em todo o mundo não sejam esquecidas.

Durante reunião por videoconferência da 73ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, o arcebispo Ivan Jurkovic, representante permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas (ONU), reforçou que a emergência internacional coloca a humanidade diante de uma situação sem precedentes na história.

Segundo o religioso, agora, mais do que nunca, há uma necessidade de interdependência entre as nações e a consideração da saúde como um bem primário a ser protegido por meio de ações coordenadas em nível global.

Jurkovic recordou o desejo repetidamente feito pelo Papa de não abandonar as pessoas mais vulneráveis que vivem nas periferias do mundo. A pandemia atual pode piorar as regiões "já afetadas por situações de emergência", fome e instabilidade.

O arcebispo ainda destacou a contribuição da Igreja para essa "resposta global" necessária para enfrentar a Covid-19: os 5 mil hospitais de inspiração católica e os mais de 16 mil dispensários pertencentes à Igreja Católica que estão oferecendo incansavelmente "assistência médica a todos, especialmente às pessoas pobres e marginalizadas, e acesso a cuidados médicos e medicamentos".

Além disso, o representante permanente da Santa Sé na ONU recordou "muitas ordens religiosas, paróquias e sacerdotes" na linha de frente do enfrentamento da pandemia e o compromisso da Santa Sé de contribuir com o Fundo de Emergência da OMS "para o fornecimento de equipamentos de proteção individual aos agentes de saúde" envolvidos na luta contra o novo coronavírus.

Na reunião, a Santa Sé também expressou seu agradecimento pelo compromisso da Organização Mundial da Saúde em dialogar com os líderes religiosos, a fim de "garantir que as celebrações e reuniões sejam realizadas em conformidade com as medidas de saúde necessárias".

O Vaticano demonstrou total apoio ao apelo do secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, por um "cessar-fogo global imediato em todos os cantos do mundo" a fim de facilitar o acesso à ajuda humanitária, com especial atenção aos que estão em condições vulneráveis.

Desta forma, Jurkovic lembrou o apelo do Papa Francisco para facilitar as sanções internacionais, reduzindo, se não até mesmo perdoando, a dívida pública, para que cada Estado esteja em condição de enfrentar a emergência e tratar seus cidadãos.

Por fim, ele recomenda que a união das habilidades científicas para que, de maneira transparente e desinteressada, sejam encontradas vacinas e tratamentos necessários para tratar os doentes em todas as partes do mundo. (ANSA)

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