Vaticano celebra 'dia histórico' com início de vacinação da UE

Órgão da Igreja voltou a cobrar que vacina seja para todos

Vaticano afirmou que vacinação deve ser para todos e em todos os países
Vaticano afirmou que vacinação deve ser para todos e em todos os países (foto: EPA)
10:28, 27 DezCIDADE DO VATICANO ZGT

(ANSA) - O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, monsenhor Vincenzo Paglia, celebrou o primeiro dia de vacinação contra a Covid-19 neste domingo (27) e destacou que esse é "um dia histórico" para o mundo.

"É verdadeiramente um dia histórico. É uma luz que se acende em um túnel até agora muito escuro, mas que pede ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Para que a vacina seja um verdadeiro ato de amor, como o Papa sempre destacou, é preciso que ela esteja disponível para todos e em todos os países", disse Paglia à ANSA.

Questionado se pretende se vacinar, o religioso disse que "sem dúvidas", mas que aguarda "a ordem definida pelas autoridades".

O presidente do órgão católico afirmou que hoje é um dia para "celebrar o comprometimento da ciência para combater a pandemia" e lembrou que esse sucesso só será completo se "se vacinar for um compromisso não só por si, mas também para os outros".

"É um dia histórico porque destaca a responsabilidade da ciência, da política, da moral e da justiça. Por isso, é importante respeitar, para evitar conflitos e confusões, a ordem que as autoridades competentes definirão. E é muito significativo que a Europa assuma conjuntamente esse caminho", ressaltou ainda.

Paglia ainda concordou com a determinação de que os trabalhadores da saúde e os idosos sejam os primeiros a receberem a vacina "porque está dentro da lógica que se deve manter sã a política e a vida social". "Retomar a partir dos mais fracos porque a sociedade será mais forte e mais humana, além de qualquer lógica de mercado", concluiu.

O plano de vacinação do Vaticano deve começar no início de 2021 e, assim como na União Europeia, usará primeiramente a vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech. O programa será voltado aos cidadãos vaticanos, funcionários e familiares atendidos pelo Fundo de Assistência Sanitária (FAS).

Atualmente, estima-se que o Vaticano tenha uma população de 800 pessoas. (ANSA).
   

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