Santa Sé prevê déficit de 50 milhões de euros em 2021

Secretaria de Economia culpou pandemia e crise econômica

Cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano
Cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano (foto: ANSA)
10:18, 19 FevVATICANO ZLR

(ANSA) - O papa Francisco assinou na noite de quinta-feira (18) a previsão orçamentária da Santa Sé para 2021, que projeta um déficit de 49,7 milhões de euros neste ano.

Segundo a Secretaria de Economia, responsável pelo documento, a estimativa foi "influenciada pesadamente pela crise econômica causada pela pandemia de Covid-19".

A Santa Sé, espécie de governo da Igreja Católica, vem registrando déficits recorrentes há vários anos e fechou o exercício de 2019 com resultado negativo de 11 milhões de euros - os números consolidados de 2020 ainda não foram divulgados.

O orçamento de 2021 prevê 260,4 milhões de euros em receitas e 310,1 milhões de euros em despesas. A previsão também inclui pela primeira vez o Óbolo de São Pedro, sistema de arrecadação de donativos da Igreja e que está no centro de investigações sobre crimes financeiros no Vaticano.

Sem o Óbolo de São Pedro, que até 2020 tinha um balanço à parte, a Santa Sé teria um déficit de 80 milhões de euros em 2021. "O orçamento demonstra também um significativo esforço de contenção de gastos, com redução de 14% nas despesas operacionais - excluindo custos com pessoal - em relação a 2019", diz a Secretaria de Economia.

Segundo a entidade, se a arrecadação se mantiver dentro do previsto, o déficit será coberto com parte das reservas da Santa Sé. Dos 310,1 milhões de euros em despesas em 2021, 68% serão destinados a atividades apostólicas; 17%, para a gestão do patrimônio; e 15%, para administração e serviços. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA