Perfil/Sergio Massa, de kirchnerista a dissidente

Candidato da UNA faz oposição a Cristina dentro do peronismo

Sergio Massa já foi aliado dos Kirchner, mas hoje faz oposição ao governo
Sergio Massa já foi aliado dos Kirchner, mas hoje faz oposição ao governo (foto: EPA)
20:56, 23 OutBUENOS AIRES ZLR

(ANSA) - Sergio Massa, o terceiro candidato com possibilidades de alcançar a Presidência da Argentina, representa setores peronistas que se afastaram do governo em 2013 e tenta sintetizar "a mudança justa" do ciclo kirchnerista que chega ao seu fim e a cobrança da sociedade por transparência institucional.

 

Massa começou a militar ainda na adolescência, na União do Centro Democrático (UCeDé), partido liberal-conservador que alcançou sua plenitude na década de 1990, quando seus principais dirigentes apoiaram o modelo privatizador do presidente Carlos Menem (1989-1999).

 

O candidato da frente Unidos por Uma Nova Argentina (UNA) entrou para as fileiras do peronismo aos 22 anos, como militante no município de San Martín, situado a 20 km de Buenos Aires, com o apoio da atual deputada Graciela Camaño, também chefe de sua campanha.

 

Durante o governo provisório de Eduardo Duhalde (2002-2003), ele assumiu a direção da Administração Nacional de Segurança Social (Anses), órgão estratégico que controla os aportes de seguridade e ajuda social. Em 2004, foi eleito deputado nacional, mas seguiu à frente da Anses, até que, em 2007, foi eleito prefeito de Tigre, onde consolidou a imagem de um administrador eficaz e fazedor de obras públicas.

 

O passo seguinte foi a chefia do Gabinete do primeiro governo de Cristina Kirchner, em 2008, cargo ao qual renunciou um ano depois por conta de desavenças com a mandatária e seu marido, o falecido Néstor. Massa foi construindo seu projeto político dissidente, mas sem romper com a estrutura do partido peronista. Até 2013, quando se candidatou a deputado nacional e derrotou a situação na estratégica província de Buenos Aires.

 

Com sua vitória, ele se tornou o postulante à Casa Rosada mais temido pelo governo. No entanto, nas primárias de agosto passado, Massa ficou apenas em terceiro, a quase 20 pontos do candidato da situação, Daniel Scioli, e foi pressionado a abandonar sua campanha e apoiar o oposicionista Mauricio Macri, segundo colocado nas pesquisas.

 

Ele não apenas manteve sua candidatura, mas também vem tentando roubar votos de Macri, pois sua única chance de chegar à Presidência é disputar um segundo turno com Scioli. Aos 43 anos, Massa é o candidato mais jovem entre os três favoritos. Formado em direito, ele é casado desde 2001 com Malena Galmarini, com quem tem dois filhos, Milagros (13) e Tomas (10). (ANSA)

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