Juíza determina 4 meses de prisão para ex-presidente da Bolívia

Jeanine Áñez é acusada de terrorismo, sedição e conspiração

Jeanine Áñez está presa em La Paz
Jeanine Áñez está presa em La Paz (foto: EPA)
12:01, 15 MarLA PAZ ZLR

(ANSA) - Uma juíza da Bolívia determinou quatro meses de prisão preventiva para a ex-presidente Jeanine Áñez, que é acusada de terrorismo, sedição e conspiração para derrubar seu antecessor, Evo Morales.

A medida também atinge os ex-ministros Álvaro Coimbra (Justiça) e Rodrigo Guzmán (Energia), acusados pelos mesmos crimes, para permitir que a Procuradoria-Geral continue suas investigações.

O Ministério Público havia pedido seis meses para provar suas acusações, mas a juíza Regina Santa Cruz determinou que quatro meses são suficientes. Os três alegam inocência, e Áñez afirma ser vítima de "perseguição política" por parte do governo de Luis Arce, aliado de Evo.

O ex-presidente tentava obter seu quarto mandato nas eleições de 2019 e chegou a ser declarado vencedor, mas a oposição não reconheceu o resultado, assim como a Organização dos Estados Americanos (OEA), que apontou fraudes na votação - mais tarde, um estudo feito por universidades dos EUA constatou uma série de falhas técnicas no relatório da entidade.

Pressionado por protestos e por motins de policiais e militares, Evo acabou renunciando ao cargo, assim como todos aqueles que estavam na linha sucessória, até chegar em Áñez, então segunda vice-presidente do Senado.

Ela se autoproclamou presidente interina da Bolívia em novembro de 2019, em uma sessão parlamentar boicotada pelo Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo, e governou por um ano. (ANSA)

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