PF faz operação que atinge advogados de Lula e Witzel

Ex-advogado da família Bolsonaro também é alvo de ação

PF fez operação contra suspeitos de desvio do Sistema S
PF fez operação contra suspeitos de desvio do Sistema S (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
13:24, 09 SetSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) cumprem 50 mandados de busca e apreensão contra advogados e escritórios de advocacia nesta quarta-feira (09). Os acusados são suspeitos de desvios de cerca de R$ 151 milhões da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e em unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço de Aprendizagem Comercial (Sesc) localizadas no estado fluminense.

Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Marcelo Bretas, da Lava Jato do RJ, e além deles, 26 suspeitos foram tornados réus. A operação foi chamada de E$quema S.

Entre os alvos da operação, estão os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, o ex-advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef e a advogada do governador afastado do RJ, Wilson Witzel, Ana Tereza Basílio.

Em nota oficial, Zanin informou que a ação de Bretas "é uma clara tentativa de intimidação" e um "abuso de autoridade" porque seu trabalho mostrou as "arbitrariedades" feitas pela Operação Lava Jato ao longo dos anos.

"Ademais, foge de qualquer lógica jurídica a realização de uma busca e apreensão após o recebimento de uma denúncia — o que mostra a ausência de qualquer materialidade da acusação veiculada naquela peça", diz ainda o comunicado.

Zanin também acusou Bretas de ser "notoriamente vinculado ao presidente Jair Bolsonaro". "Sua decisão no caso concreto está vinculada ao trabalho desenvolvido em favor de um delator assistido por advogados ligados ao Senador Flavio Bolsonaro. A situação fala por si só", acrescenta.

Em seu Twitter, o advogado ressalta ainda que "após quase 3 anos de batalha judicial, deveríamos começar a fazer o exame do material proveniente do acordo de leniência da Odebrecht, que foi guardado até agora com muito sigilo pela Lava Jato. Dá para imaginar por que a Lava Jato invadiu nosso escritório e pegou nosso material?".

Os demais denunciados não se manifestaram sobre a ação da PF e ela não tem acusações contra Lula, Bolsonaro ou Witzel. (ANSA).
   

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