Doria diz que SP pode iniciar vacinação contra Covid em 15/12

Ensaios clínicos da fase 3 continuam até 15 de outubro

Ensaios clínicos da fase 3 continuam até 15 de outubro (foto: EPA)
16:37, 30 SetSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta-feira (30) que a vacina chinesa CoronaVac será aplicada em profissionais de saúde a partir de 15 de dezembro, caso passe na fase de testes em voluntários e seja aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo Doria, os ensaios clínicos seguem até 15 de outubro, mas o governo está confiante no resultado dessa vacina, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

"Estamos avançando positivamente com esperança de que essa será uma das mais promissoras vacinas contra a Covid-19. Vamos respeitar os procedimentos de testagem, e após aprovação da Anvisa, o início da vacinação está previsto para começar no dia 15 de dezembro, começando pelos profissionais da saúde", afirmou Doria.

Durante coletiva de imprensa, o governador informou ter assinado um contrato com a Sinovac para garantir o fornecimento de 46 milhões de doses da vacina até dezembro deste ano. Ao todo, a farmacêutica enviará 6 milhões de doses do medicamento já prontas até o final do ano, enquanto outras 40 milhões serão produzidas em SP.

Além disso, outras 14 milhões de doses devem chegar até fevereiro de 2021, de acordo com um entendimento verbal. O contrato de US$90 milhões ainda prevê a disponibilização de tecnologia da vacina ao Butantã.

Atualmente, a CoronaVac está em fase 3 de testes. Segundo o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, 7 mil dos 13 mil voluntários brasileiros já foram vacinados.

"Depois de 15 de outubro, não se vacina mais, apenas acompanhamos os voluntários.O calendário então depende da incidência dos casos de Covid nos 13 mil voluntários", explica.

Na semana passada, o governo do Estado divulgou um estudo feito em 50 mil pessoas na China que indicou segurança da vacina.

De acordo com os dados, 94,7% dos voluntários não apresentaram qualquer efeito adverso - índice que se equipararia a outras vacinas já amplamente usadas no Brasil, como a da gripe. (ANSA)

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