Governo indica que vacina da Pfizer está 'fora de padrão' para Brasil

Ministério da Saúde fechará plano após imunizante ser registrado

Ministério da Saúde fechará plano após imunizante ser registrado
Ministério da Saúde fechará plano após imunizante ser registrado (foto: ANSA)
16:07, 01 DezSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O Ministério da Saúde disse nesta terça-feira (1º) que as vacinas contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização precisam "fundamentalmente" ser armazenadas em temperaturas de 2ºC a 8ºC.

A informação, porém, significa que o imunizante desenvolvido pela empresa americana Pfizer e a alemã BioNTech não poderá ser aplicado nos brasileiros, já que exige condições específicas de armazenamento, com temperaturas de -70ºC.

A vacina é uma das mais promissoras para combater a Covid-19. Hoje, inclusive, as companhias apresentaram à agência de medicamentos da União Europeia (UE) uma autorização para uso emergencial. De acordo com os estudos clínicos da Pfizer, o imunizante tem 95% de eficácia contra o novo coronavírus.

Durante coletiva de imprensa, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, não citou nenhuma vacina, mas disse que é "fundamental" que ela seja termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2ºC a 8ºC.

"Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura", lembrou. Redes de frios são os refrigeradores que armazenam as vacinas pelos municípios brasileiros.

Além disso, Medeiros explicou que a conclusão do plano nacional de vacinação contra a Covid-19 no país depende do registro das vacinas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"É fundamental pensarmos que esse plano operacional para a vacinação da covid-19 só ficará definitivamente pronto, fechado, quando tivermos uma vacina, ou mais de uma, que esteja registrada na Anvisa. Para isso, ela [vacina] precisa mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira", afirmou o secretário.

Também estão entre os critérios para liberação da vacina segurança, proteção contra doença grave e moderada, eficácia, indução de memória imunológica, possibilidade de uso em todas as faixas etárias e grupos populacionais, proteção com dose única e que ela acrescente tecnologia com baixo custo de produção.

Ainda durante entrevista coletiva nesta terça-feira, Armando Medeiros lembrou os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros. O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

O público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de Fase 3 dos imunizantes testados. "Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos [a vacina] teve maior eficácia", afirmou. (ANSA- Com informações Agência Brasil).
   

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