Brasil receberá 15 milhões de doses da vacina de Oxford em janeiro

O primeiro lote das vacinas faz parte do acordo assinado por R$1,9 bilhão

Primeiro lote faz parte do acordo assinado por R$1,9 bilhão
Primeiro lote faz parte do acordo assinado por R$1,9 bilhão (foto: ANSA)
08:19, 03 DezSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou nesta quarta-feira (2) que o Brasil começará a receber 15 milhões de doses da futura vacina anti-Covid desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em janeiro e fevereiro de 2021.

Segundo o político do governo de Jair Bolsonaro, o Brasil contará com apenas "duas ou três" opções de imunizantes de laboratórios que desenvolvem vacinas com quantidade suficiente e um bom cronograma para atender as necessidades do país.

O primeiro lote das vacinas faz parte do acordo assinado por R$1,9 bilhão. A previsão é de que sejam entregues 100 milhões de doses no primeiro semestre do próximo ano.

"Em janeiro e fevereiro, já começam a chegar 15 milhões de doses dessa encomenda tecnológica da AstraZeneca e de Oxford com a Fiocruz. E no primeiro semestre chegaremos a cem milhões de doses. No segundo semestre, já com a tecnologia transferida pronta, nós poderemos produzir com a Fiocruz até 160 milhões de doses a mais. Só aí são 260 milhões de doses", explicou.

Pazuello participou de uma audiência na comissão mista do Congresso, responsável por acompanhar as ações para combater a pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2 no Brasil. Lá, o ministro chegou a afirmou que existe muita publicidade em relação às vacinas.

"Ainda sobre vacinas, queria deixar uma coisa clara: ficou muito óbvio que são muito poucas as fabricantes que têm a quantidade e o cronograma de entrega efetivo para o nosso país. Quando a gente chega ao final das negociações e vai para cronograma de entrega, fabricação, os números são pífios", disse.

"Números de grande quantidade [de vacinas] realmente se reduzem a uma, duas ou três ideias. A maioria fica com números muito pequenos para o nosso país", acrescentou.

Até o momento, nenhum imunizante em desenvolvimento recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que é necessário para que a vacina seja distribuída e aplicada na população.

Durante seu discurso, Pazuello também reafirmou que, no que depender do governo, a vacinação contra a Covid-19 não será obrigatória.

"Até o momento - e isso é a posição do ministério, falo pelo ministério, falo também em consonância com o presidente da República -, a nossa estratégia será a de não obrigatoriedade da vacina. Trabalhar com campanhas de conscientização, trabalhar com disponibilidade em todas as pontas e trabalhar pelo padrão da vacina: uma vacina campeã, uma vacina com resultados, sem [efeitos] colaterais. Só passará por nós a vacina com essa excelência. Quero deixar isso claro: a vacina terá que ter excelência, e [haverá] uma grande campanha de conscientização. Com isso, nós vamos ter uma procura muito grande, e não uma obrigatoriedade", disse o ministro.

Testes -

Pazuello ainda lembrou que, desde o início da pandemia, já foram distribuídos quase 9 milhões de testes RT-PCR para todo o país. Ele explicou que estados e municípios já têm à disposição um quantitativo de cerca de 2 milhões de testes.

Além disso, o Ministério da Saúde ainda dispõe de um quantitativo de cerca de 6 milhões de testes. (ANSA)

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