Brasil negocia compra de 70 milhões de doses de vacina Pfizer/BioNTech

Ministério da Saúde prevê receber doses 'em 2021'

Vacina da Pfizer/BioNTech já foi aprovada no Reino Unido e deve ser aprovada nos EUA e na UE
Vacina da Pfizer/BioNTech já foi aprovada no Reino Unido e deve ser aprovada nos EUA e na UE (foto: EPA)
08:47, 08 DezSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O Ministério da Saúde confirmou em nota nesta segunda-feira (07) que está negociando a compra de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer e pelo laboratório alemão BioNTech.

"O governo brasileiro e a Pfizer avançam nas tratativas na intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer e BioNTech contra a Covid-19, a ser fornecida em 2021. Os termos já estão bem avançados e devem ser finalizados ainda no início desta semana com a assinatura do memorando de intenção", diz a nota, sem precisar a data de entrega das doses.

A BNT 162b já foi aprovada para uso emergencial no Reino Unido, que iniciou seu programa de imunização nesta terça-feira (08), e deve receber aprovação nos Estados Unidos no dia 10 de dezembro. A União Europeia também está em vias finais de autorização emergencial para o imunizante.

Utilizando uma tecnologia inovadora, a vacina da Pfizer/BioNTech é feita com o chamado RNA mensageiro, uma espécie de código que faz com que o organismo inicie a resposta imunológica. Porém, por conta disso, ela precisa ser transportada e mantida por -70°C para durar por mais tempo, o que exige uma preparação maior nas questões de logísticas.

Na Europa, por exemplo, foram produzidos novos refrigeradores que conseguem atingir essa temperatura e também serão usadas caixas com gelo seco, que também pode armazenar os imunizantes com segurança. Além disso, foram assinados contratos de compra com outras cinco empresas, além da Pfizer, que têm imunizantes que não exijam tal estrutura.

Recentemente, em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde deu a entender que a vacina Pfizer/BioNTech estava fora dos padrões do que a pasta procurava no Plano Nacional de Imunização: as vacinas precisam ser "fundamentalmente" armazenadas em temperaturas entre 2°C e 8°C, disse à época o órgão. (ANSA).
   

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