Ministério da Saúde muda sistema e número de mortes cai em SP

Governo paulista enviou nota à pasta solicitando esclarecimentos

Mortes em São Paulo despencaram de 1.021 na terça para 281 na quarta
Mortes em São Paulo despencaram de 1.021 na terça para 281 na quarta (foto: EPA)
15:02, 24 MarSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O Ministério da Saúde alterou a forma de informar os dados de mortes por Covid-19 nesta quarta-feira (24), informam o portal "G1" e a colunista Mônica Bergamo, do jornal "Folha de S. Paulo".

A alteração seria o motivo de uma queda artificial número de óbitos no estado de São Paulo: foram registrados 281 nas últimas 24 horas contra 1.021 da terça-feira (23).

As duas publicações informaram que entraram em contato com o Ministério para mais informações, mas ainda não receberam respostas. Conforme Bergamo, a Secretaria Estadual de Saúde do estado paulista também enviou um ofício à pasta questionando as alterações.

As mudanças ocorreram no Sistema de Informação de Vigilância da Gripe (Sivep) no que tange o cadastro de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) - que é utilizado desde o início da pandemia para notificar também os falecimentos pelo coronavírus Sars-CoV-2.

Agora, são exigidos dados adicionais, como o número do Cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), o Cadastro de Pessoa Física (CPF), a nacionalidade da vítima e ainda se a pessoa foi vacinada ou não. Também é solicitado se a pessoa pertence "a uma comunidade tradicional".

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) informou à "TV Globo" que as mudanças estavam sendo discutidas, mas que "houve falta de comunicação adequada".

"Por este motivo, solicitamos a retirada desses campos como obrigatórios por enquanto", disse ainda a nota enviada à emissora.

Ainda conforme o "G1", o problema foi registrado também no Mato Grosso do Sul e em Porto Alegre (RS). Além da nova ficha, houve instabilidade do sistema.

Nesta terça-feira, o Brasil bateu seu recorde de mortes por Covid-19, com 3.251 mortes computadas. Já são quase 300 mil vítimas da pandemia do coronavírus no país. (ANSA).
   

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