Covid: Bolsonaro acusa governadores de tentar 'impor ditadura'

Presidente fez discurso em evento na Bahia nesta segunda

Presidente fez discurso em evento na Bahia nesta segunda
Presidente fez discurso em evento na Bahia nesta segunda (foto: ANSA)
19:56, 26 AbrSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta segunda-feira (26) as medidas restritivas impostas pelos governadores dos estados para combater a pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2.

Durante discurso em evento na Bahia, o mandatário disse que "pseudogovernadores" tentam "impor a ditadura" e ressaltou que "está chegando a hora" disso tudo terminar e o "Brasil dar um novo grito de independência".

"Não podemos admitir alguns pseudogovernadores quererem impor a ditadura no meio de vocês usando do vírus para subjugá-los', afirma o presidente", afirmou Bolsonaro, durante inauguração da duplicação da BR-101 entre Feira de Santana (BA) e Divisa (SE).

Desde o início da pandemia de Covid-19, Bolsonaro é contrário às regras de restrições adotadas para combater a emergência sanitária, como o uso de máscaras e o distanciamento social.

O presidente também minimiza a gravidade da doença, defende tratamento com medicamentos sem eficácia comprovada e demorou para fechar contratos com farmacêuticas para a compra de vacinas anti-Covid.

Além disso, Bolsonaro tem confrontado governadores e prefeitos para tentar se eximir de responsabilidade na gestão da crise no território brasileiro, que já provocou a morte de mais de 391 mil pessoas.

"Nós tratamos a questão do vírus com muita responsabilidade, mas sempre disse que além do vírus tínhamos que nos preocupar com a questão do desemprego", acrescentou ele, acusando os governadores de "destruir empregos".

Segundo o presidente, "esse suplício está chegando ao fim" e em breve "voltaremos à normalidade". "Não foi o governo federal que obrigou você a ficar em casa, não foi o governo federal que obrigou você a fechar o comércio, não foi o governo federal que destruiu milhões de empregos. Pode ter certeza, esse suplício está chegando ao fim. Brevemente voltaremos à normalidade, com o apoio de todos".

No entanto, Bolsonaro não explicou como pretende acabar com as medidas restritivas de deslocamento determinadas em diversas cidades do Brasil.

Antes do evento, o presidente novamente foi filmado, sem máscara, no meio de aglomeração e cumprimentando apoiadores.  (ANSA)

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