Brasil tem aumento de casos de gripe em diversos estados

Algumas cidades já decretaram epidemias ou surtos de influenza

Estados de diversas partes do Brasil reforçam testes por conta de surtos de gripe comum
Estados de diversas partes do Brasil reforçam testes por conta de surtos de gripe comum (foto: Agência Brasil/Roque de Sá/Agência Senado)
11:32, 17 DezSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Em um fenômeno atípico para dezembro, diversos estados do Brasil estão enfrentando uma forte alta nos casos da gripe comum, causada pelo vírus da influenza, informam os governos locais.

No Rio de Janeiro, por exemplo, já foi declarada uma epidemia de gripe em toda a região metropolitana. As cidades de Salvador, na Bahia, Porto Velho, em Rondônia, e Belém, no Pará, notificaram surtos da doença.

Maior estado do país em população, São Paulo também registra alta nos casos de influenza, mas ainda não registrou isso como um surto. Minas Gerais, Espírito Santo, Amazonas, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também informaram aumentos.

Segundo diversos institutos nacionais, os sequenciamentos genéticos dos casos apontam que o vírus causador é da linha "Darwin" da influenza A H3N2. O nome do vírus é por conta da cidade onde foi descoberto, nesse caso, em Darwin, na Austrália.

Essa linhagem foi notificada durante o outono e inverno europeu e chegou ao país por conta de pessoas que foram ao exterior.

Além disso, especialistas apontam que esse surto também tem como um das causas o fato de não estar incluído na última vacina contra a gripe usada no Brasil e atualizada anualmente.

Outro ponto para o aumento do surto foi a baixa vacinação contra a doença por conta da Covid-19, que começou em abril, antes do inverno. Mesmo com a ampliação do uso, muitas pessoas não tomaram porque aguardavam a vacina contra o coronavírus Sars-CoV-2 e, à época, a orientação era esperar 15 dias entre as doses.

Especialistas também apontam que a alta exponencial de casos, especialmente em capitais, veio com a flexibilização do uso das máscaras.

Apesar da ordem de uso ter sido dada por conta da pandemia, a forma de transmissão das duas doenças é a mesma: pelo ar. Assim, com mais pessoas sem máscara, maior o risco de exposição aos vírus respiratórios. (ANSA).
   

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