Blocos de rua de SP informam que não participarão de carnaval

Grupos se anteciparam à decisão da prefeitura da capital

Blocos do carnaval de rua de São Paulo decidiram não desfilar em 2022
Blocos do carnaval de rua de São Paulo decidiram não desfilar em 2022 (foto: Agência Brasil/Camila Bohem)
10:59, 06 JanSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Associações que representam os blocos de rua de São Paulo comunicaram na noite desta quarta-feira (5), em informe publicado nas redes sociais, que não vão participar do Carnaval paulistano mesmo que o evento seja autorizado pela prefeitura de São Paulo.

O cancelamento da participação ocorre, segundo o texto, pela falta de clareza e consenso entre as instituições governamentais federais, estaduais e municipais no combate à pandemia de Covid-19 e à consequente crise sanitária e social.

"Com mais de 600 blocos regularmente inscritos para uma possível realização da nossa festa, estamos hoje [sic], dia 5 de janeiro de 2022, totalmente inseguros quanto à possibilidade de realização do nosso carnaval, quanto às alternativas possíveis para amparar toda a cadeia produtiva envolvida no evento", diz o texto do manifesto.

Os blocos afirmaram ainda que não admitem a hipótese da realização do carnaval de rua "em lugares contidos, ao ar livre, como o Autódromo de Interlagos, Memorial da América Latina, Jockey Club, Sambódromo e outros". "Isso é alternativa do setor privado".

De acordo com o comunicado, assinado pelo Fórum de Blocos de Carnaval de Rua de São Paulo, pela União dos Blocos de Rua do Estado de São Paulo, e pela Comissão Feminina de Carnaval de São Paulo, durante a organização prévia do carnaval, nenhum bloco foi incluído nas tratativas de planejamento, levantamento de dados, e necessidades sanitárias, "enfim, nada que o Poder Público pudesse usar para se aproximar dos verdadeiros protagonistas dessa festa, que são os Blocos de Rua".

A prefeitura de São Paulo ainda não decidiu se vai liberar o carnaval de rua na capital paulista. A administração municipal foi procurada, mas ainda não se manifestou. Fonte: Agência Brasil (ANSA).
   

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