Queda de pedra em lago de Capitólio mata 10 pessoas

Os últimos 3 desaparecidos foram encontrados nesse domingo

Buscas por desaparecidos após acidente em Capitólio foram retomadas na manhã deste domingo
Buscas por desaparecidos após acidente em Capitólio foram retomadas na manhã deste domingo (foto: Agência Brasil/Divulgação/CBMMG)
15:32, 09 JanSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - As equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encontraram no meio da tarde deste domingo (9) as três pessoas que ainda estavam desaparecidas após a queda de uma grande rocha no lago de Furnas, em Capitólio, ocorrida neste sábado (8). 

Até o momento, 10 mortes foram confirmadas e, segundo as informações oficiais, todas estavam na mesma embarcação. As outras três lanchas afetadas não tiveram vítimas, apenas feridos.

Inicialmente, os bombeiros haviam divulgado que eram 20 desaparecidos, em informação que tinha como base os números coletados com agências de turismo locais. No entanto, a maior parte dessas pessoas havia sido socorrida por barcos e lanchas que estavam próximas ao incidente.

Além dos mortos, foram 32 as pessoas que sofreram lesões e ferimentos com a queda da pedra de cerca de cinco metros. Quatro delas ainda estão internadas, mas sem risco de morte. Uma foi identificada oficialmente, sendo um homem de 68 anos.

Especialistas apontam que a queda de pedras das falésias que compõem a área é bastante comum, mas o tamanho dessa rocha e a forma como caiu foi bastante surpreendente. Toda a área do lago de Furnas e suas escarpas são circundadas por grandes montanhas de pedra.

Capitólio é uma cidade muito visitada por turistas de todo o país por conta das belezas naturais e o passeio pelo lago é a atração mais procurada. Segundo os bombeiros, no local do incidente, haviam cerca de 70 a 100 pessoas no momento da queda.

Horas antes do acidente, porém, a Defesa Civil do estado havia emitido um alerta para o risco de "cabeça d'água" na cidade e na região e havia pedido para evitar que as pessoas fossem até cachoeiras. Uma foto que circulou nas redes sociais, tirada em 2012, mostrava já uma grande rachadura na coluna de pedra que desabou. (ANSA).
   

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