Tempestade Eta deixa 150 mortos ou desaparecidos na América Central

Maior parte das vítimas foi registrada na Guatemala

Tempestade Eta deixou rastro de destruição na América Central. Na foto, uma imagem do Panamá (foto: ANSA)
16:18, 06 NovCIDADE DA GUATEMALA ZGT

(ANSA) - Apesar de ter perdido intensidade, a tempestade Eta deixou pelo menos 150 pessoas mortas ou desaparecidas na Guatemala devido aos deslizamentos de terra causados pela tempestade Eta. A informação foi confirmada pelo presidente Alejandro Giammattei na tarde desta sexta-feira (6).

O ciclone Eta, anteriormente classificado como furacão de categoria 4, causou mortes e destruição em outros países da América Central a partir da Nicarágua, antes de ser reduzido para o nível mais baixo de tempestade tropical.

A maioria das vítimas morreu em vilarejos indígenas no norte da Guatemala e os números ainda devem aumentar, já que as áreas atingidas são bastante remotas. Há milhares de desabrigados no país.

Ao menos cinco pessoas morreram no Panamá, quatro em Honduras, duas na Costa Rica e duas na Nicarágua. Também nesses países a situação é dramática, com centenas de pessoas sendo resgatadas nos telhados de suas casas.

Já o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) alerta para os efeitos ainda duradouros de possíveis "inundações catastróficas e perigosas em diversas partes da América Central, além de deslizamentos".

No início da semana, o Eta havia sido classificado como um furacão de nível 4, com ventos de 225 km/h e fortes tempestades.

Ao longo dos dias, ele foi perdendo força, tendo chegado como uma tempestade na Guatemala. Nesta sexta, o fenômeno foi reclassificado para depressão tropical (com ventos de até 61km/h) e segue percurso através do Mar do Caribe. No entanto, especialistas alertam que ele pode voltar a ganhar força e causar danos em Cuba, na Jamaica e na Flórida (EUA). (ANSA).
   

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