Polícia prende suspeitos de linchamento de italiano em Honduras

Giorgio Scanu foi morto por multidão enfurecida na última quinta

Frame de vídeo mostra multidão cercando casa de italiano em Honduras
Frame de vídeo mostra multidão cercando casa de italiano em Honduras (foto: Reprodução)
20:11, 11 JulROMA ZLR

(ANSA) - A polícia de Honduras prendeu cinco homens suspeitos de participação no linchamento do italiano Giorgio Scanu, morto a golpes de paus, pedras e facões na última quinta-feira (8), após ter sido acusado de assassinar um indigente.

Segundo a emissora hondurenha HCH, Elmer Gómez, Isac Ismael Moreno, Carlos Roberto Maldonado, Óscar Iván Erazo e Cristian Paúl Merlo foram levados à penitenciária de Choluteca, vizinha a Santa Ana de Yusguare, local do linchamento.

Os suspeitos têm entre 19 e 55 anos de idade. Já de acordo com o jornal El Heraldo, foram emitidas ordens de prisão contra outros quatro indivíduos: Marvin Méndez Aguilera, Erwin Méndez Erazo, Hernán Pineda Umanzor e Saúl Guillén Betancourt.

Scanu era acusado por moradores de Yusguare de matar Juan de Dios Flores, indigente septuagenário que teria danificado o jardim de sua propriedade. Segundo a polícia hondurenha, "uma multidão enfurecida de cerca de 600 pessoas armadas" invadiu a casa do italiano para se vingar.

O massacre teria ocorrido logo após o sepultamento de Flores, com a multidão saindo diretamente do cemitério para a residência de Scanu. Um dos suspeitos detidos, Elmer Gómez, era sobrinho do indigente.

Em entrevista ao jornal El Heraldo, Jorge Méndez, pai de Elmer e irmão de Flores, disse que "não há culpados" no massacre do italiano porque "foi o povo quem se levantou". "Dizem que ele agrediu meu irmão por causa de uma plantinha, se ele tivesse falado com a família, eu teria pagado pelas plantinhas", afirmou.

Originário da Sardenha, Scanu tinha 66 anos e vivia desde a década de 1990 em Honduras, onde tinha uma esposa e dois filhos. (ANSA)

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