Morre bispo chileno expulso do clero por pedofilia

Segundo vítima, Francisco Cox tinha apelido de 'Michael Jackson'

Igreja Católica no Chile ficou marcada por escândalos de pedofilia nas últimas décadas
Igreja Católica no Chile ficou marcada por escândalos de pedofilia nas últimas décadas (foto: EPA)
14:11, 13 AgoSANTIAGO ZLR

(ANSA) - O bispo católico chileno Francisco José Cox, que teve o estado clerical revogado pelo papa Francisco em outubro de 2018 devido a acusações de pedofilia, morreu na madrugada desta quarta-feira (12), aos 86 anos.

Segundo comunicado do Instituto Secular Padres de Schoenstatt, do qual Cox era integrante, ele faleceu de insuficiência respiratória. O chileno foi arcebispo de La Serena, 440 quilômetros ao norte de Santiago, entre 1990 e 1997, depois de ter sido secretário do Pontifício Conselho para a Família na década de 1980.

Membro da oligarquia chilena, Cox era acusado de abusos sexuais contra menores de idade e, segundo uma das vítimas, tinha o apelido de “Michael Jackson” porque estava sempre rodeado de crianças. “Um dia abri a porta [de seu escritório] e ele estava beijando um garoto. O menino estava sem camisa, e ele o tocava, foi chocante”, contou Hernán Godoy à Justiça chilena.

A remoção do estado clerical significou, na prática, sua saída do clero, mas a ordenação de um sacerdote não pode ser anulada. O advogado de Cox, Christian Urquieta, informou que o funeral ocorrerá de maneira privada e cumprindo as restrições decorrentes da pandemia do novo coronavírus. (ANSA)

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