Ex-presidente da Colômbia, Uribe renuncia ao Senado

Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês

Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês
Político teve prisão domiciliar decretada no início do mês (foto: Ansa)
17:38, 19 AgoBOGOTÁ ZCC

(ANSA) - O ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe, que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto após determinação do Supremo Tribunal Federal, decidiu renunciar ao cargo de senador nesta terça-feira (18).

Líder do governo colombiano entre 2002 e 2010, Uribe é alvo de um inquérito por ter supostamente manipulado testemunhas contra o opositor e senador de esquerda Iván Cepeda.

O pedido de renúncia foi enviado em carta destinada ao presidente do Senado, Arturo Char, na qual Uribe também denunciou violações de "oito garantias processuais" e alegadas atividades ilegais contra si e seu advogado.

Em nota, o ex-líder colombiano afirma que a prisão viola garantias processuais e ressalta que não existe provas das acusações. "A medida anula qualquer expectativa de poder voltar ao Senado. Os atos e decisões de indivíduos ajudam a dar respeito pelas instituições nas quais atuam ou acarretam em todo o contrário", escreveu.

De acordo com alguns analistas, a renúncia de Uribe, considerado o líder político mais poderoso da Colômbia nos últimos 20 anos, teria ocorrido devido a uma estratégia jurídica.

O ex-presidente, que testou positivo para o novo coronavírus, cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto no âmbito do processo em que ele é acusado de manipulação de testemunhas contra Cepeda e de obstrução de justiça.

O processo de Uribe teve início em 2012, quando apresentou uma denúncia ao senador de esquerda por um suposto complô contra ele, apoiado em falsos testemunhos. No entanto, em 2018, a Corte arquivou o inquérito envolvendo Cepeda e abriu uma investigação contra o ex-presidente. Com isso, Uribe passou a ser investigado por fraude processual e suborno, crimes que podem resultar em até oito anos de prisão. (ANSA)

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