Equador terá segundo turno nas eleições presidenciais

Arauz já está na disputa; adversários estão em empate técnico

Arauz está confirmado no segundo turno das eleições presidenciais no Equador
Arauz está confirmado no segundo turno das eleições presidenciais no Equador (foto: EPA)
11:23, 08 FevQUITO ZGT

(ANSA) - O Equador terá uma disputa de segundo turno nas eleições presidenciais no dia 11 de abril, mas quem serão os candidatos ainda é uma questão em aberto com 97,56% das urnas apuradas nesta segunda-feira (8).

O que é certo é que o candidato da esquerda, apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa, Andrés Arauz, da coalizão União pela Esperança (Unes), está na disputa final após obter 32,2% dos votos. No entanto, o seu adversário ainda não está definido por conta de um empate técnico.

O candidato conservador do Movimento Político Criando Oportunidades (Creo), Guillermo Lasso, aparece com uma leve vantagem e tem 19,8% dos votos. Já o líder indígena Yaku Perez, do partido Pachakutik, aparece com 19,6%. Apesar de também ser de esquerda, o postulante à Presidência é anti-Correa.

Arauz chegou a comemorar a vitória através de suas redes sociais, mas depois postou uma mensagem dizendo que "não vai permitir que os resultados sejam alterados".

Ao todo, a disputa desse domingo (7) tinha 16 candidatos, um recorde nacional, sendo que 12 não tiveram mais do 2,1% dos votos. O quarto colocado é Xavier Hervas, do Esquerda Unida, com 16% das escolhas. E, apesar dos temores da pandemia de Covid-19, o comparecimento às urnas foi bastante elevado, com mais de 81% de comparecimento. Os votos brancos e nulos estão na casa dos 12,5%.

Ainda não há previsão para o fim da contagem do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mas a mídia equatoriana fala que há a possibilidade da finalização dos dados se arrastar por conta da possível recontagem solicitada pelo perdedor.

No entanto, os jornais locais apontam que o grande vencedor da disputa é Correa, que mora na Bélgica desde 2017 - quando deixou o cargo - e não pode concorrer novamente ao cargo. Arauz, que é economista, foi ministro de Conhecimento e Talento Humano do governo "correísta".

Já o derrotado é o atual presidente, Lenín Moreno, que está deixando uma situação sem sucessor direto - e ainda vendo Lasso, a quem derrotou em 2017, podendo assumir a função e presidente.

A disputa no Equador garantia uma vitória em primeiro turno para o candidato que obtivesse mais de 50% dos votos ou 40% mais uma vantagem de 10% para o segundo colocado. (ANSA).
   

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA