Disputa de facções em prisão do Equador deixa 116 mortos

Gangues de narcotraficantes estão em confronto desde o dia 28

Famílias acompanham a situação em presídio de Guayaquil
Famílias acompanham a situação em presídio de Guayaquil (foto: ANSA)
10:25, 01 OutQUITO ZGT

(ANSA) - Uma disputa entre facções criminosas dentro da prisão El Litoral, de Guayaquil, no Equador, deixou ao menos 116 mortes e 80 feridos, confirmou o próprio presidente do país, Guillhermo Lasso, na noite desta quarta-feira (29).

O mandatário ainda anunciou que estava decretando "estado de exceção nacional em todo o sistema prisional" e que instalou um gabinete de crise na cidade para acompanhar a situação de perto.

"É lamentável que os presídios estejam se tornando locais de disputas de poder por facções criminosas. O governo vai agir e a primeira ação que estamos tomando é decretar o estado de exceção nacional penitenciário", afirmou à imprensa nacional.

No discurso, Lasso ainda destacou que vai iniciar um "programa de reabilitação" das estruturas para "restabelecer o pleno controle do Estado equatoriano naquela prisão, e sucessivamente nos outros centros de reclusão do país".

O jornal "El Comercio" afirmou que os confrontos começaram no dia 28 de setembro e que alguns dos detentos mortos foram decapitados por pertencerem a grupos rivais de narcotraficantes.

Tiros e explosões têm sido ouvidos desde então e as forças de segurança do país tentam retomar o controle do local.

A Comissão Interamericana sobre os Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) "condenou os fatos de violência" ocorridos na prisão e pediu que as autoridades do Equador investiguem o que aconteceu.

A entidade ainda lembrou que, só neste ano, "mais de 200 pessoas morreram por causa da violência no cárcere". A fala refere-se aos outros dois grandes motins ocorridos em prisões do país em 2021.

Em fevereiro, 79 presos foram assassinados em um confronto em diversos presídios do país; em julho, 22 falecimentos foram registrados nos presídios de Guayas e Cotopaxi. Todas foram motivadas por grupos de narcotraficantes. (ANSA).
   

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