México aprova uso da CoronaVac e da vacina da CanSino

País foi o primeiro latino a iniciar imunização, em 24/12

Vacinação no México começou no dia 24 de dezembro. País já tem 5 vacinas aprovadas para uso
Vacinação no México começou no dia 24 de dezembro. País já tem 5 vacinas aprovadas para uso (foto: EPA)
09:37, 11 FevCIDADE DO MÉXICO ZGT

(ANSA) - A Comissão Federal de Proteção contra Riscos Sanitários (Cofepris) do México aprovou nesta quarta-feira (10) o uso emergencial de mais duas vacinas contra a Covid-19. Dessa vez, as liberadas foram a CoronaVac, da Sinovac Biotech, e a da CanSino - ambas desenvolvidas e produzidas na China - totalizando cinco os imunizantes autorizados no país.

A subsecretária para Assuntos Multilaterais e Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, Martha Delgado, confirmou a informação à "W Radio" e reforçou que essas eram "excelentes notícias" para o México.

Delgado ainda lembrou que enquanto a CoronaVac é dada em duas doses, a da CanSino precisa de apenas uma aplicação.

A vacina da Sinovac usa um versão inativada do coronavírus Sars-CoV-2 e foi amplamente testada no Brasil, entre outros países, apresentando uma taxa de pouco mais de 50% de eficácia no teste nacional.

Já a CanSino usa um adenovírus tipo 5 (Ad5) e foi testada, primeiramente, na China - com estudos em outros países posteriormente. Esse imunizante foi o primeiro a ser liberado por Pequim, sendo aplicado prioritariamente em cerca de 50 mil militares ainda no ano passado. Ambas as vacinas são usadas na população chinesa, bem como as duas outras vacinas produzidas pela SinoPharm.

O México foi o primeiro país da América Latina a iniciar sua campanha de vacinação anti-Covid. No dia 24 de dezembro, foram aplicadas as primeiras doses da BNT 162b, do laboratório alemão BioNTech e da farmacêutica Pfizer.

O país é um dos mais afetados do mundo pela pandemia de coronavírus Sars-CoV-2, com 1.957.889 casos confirmados de Covid-19 e 169.760 mortes. Os vacinados somam cerca de 750 mil e o processo é considerado lento até mesmo pelos governantes por conta dos constantes atrasos nas entregas dos imunizantes.

Antes das duas vacinas chinesas e da Pfizer/BioNTech, o México também aprovou a russa Sputnik V, do Instituto Gamaleya de Pesquisa em Epidemiologia e Microbiologia, e a AZD 1222, da Universidade de Oxford e da AstraZeneca. (ANSA).
   

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