Keiko Fujimori registra candidatura à Presidência do Peru

Pedido será analisado por Júri Eleitoral da capital Lima

Keiko Fujimori cumpre prisão domiciliar, mas se lançou candidata à Presidência do país novamente
Keiko Fujimori cumpre prisão domiciliar, mas se lançou candidata à Presidência do país novamente (foto: EPA)
12:29, 21 DezLIMA ZGT

(ANSA) - A filha do ex-ditador chileno Alberto Fujimori, Keiko, foi a primeira a pedir a registro formal de sua candidatura à Presidência do país nas eleições de abril de 2021, informa a mídia local.

A líder do partido Força Popular está presa em regime domiciliar, mas apresentou o pedido através de sua sigla junto ao Júri Especial Eleitoral de Lima no sábado (19), que aceitará solicitações até o dia 22 de dezembro. Agora, o órgão judicial decidirá se aprova ou não a candidatura da ex-congressista.

Essa é a terceira vez que Keiko tenta concorrer ao cargo, sendo derrotada tanto em 2011 como em 2016. Segundo o jornal "El Comercio", poucas horas antes de firmar o pedido de candidatura, o procurador José Domingo Pérez "emitia uma nova ordem vinculada à suposta lavagem de dinheiro feita pelas campanhas de 2011 e 2016 do Força Popular".

A filha de Fujimori é investigada por diversos crimes, entre eles, o recebimento de cerca de US$ 1,2 milhão de forma ilegal da construtora brasileira Odebrecht durante a campanha eleitoral de 2011. Agora, conforme a publicação, nas 1.513 páginas do processo, há acusações também sobre a campanha seguinte.

O Peru vive uma profunda crise política nos últimos 20 anos, mas ela foi acentuada desde 2019, com os constantes embates entre o então presidente Martín Vizcarra e o Parlamento local.

Em 10 de novembro deste ano, o mandatário foi alvo de um processo de impeachment por "incapacidade moral" de liderar o país. Ele foi sucedido por Manuel Merino, que renunciou em 15 de novembro após violentos protestos. Um dia depois, Francisco Segasti foi aprovado pelos congressistas e governa o país interinamente até abril. (ANSA).
   

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