Peru tem disputa acirrada para Presidência entre 7 candidatos

Diferença entre 1º e 7º nas intenções de voto é de 4 pontos

Eleições no Peru têm sete candidatos com chance de disputar segundo turno
Eleições no Peru têm sete candidatos com chance de disputar segundo turno (foto: EPA)
11:31, 05 AbrLIMA ZGT

(ANSA) - A menos de uma semana das eleições presidenciais, o Peru vive uma situação de extrema disputa entre os 18 candidatos ao cargo - sendo que sete deles estão separados por apenas quatro pontos percentuais nas pesquisas.

Segundo um estudo divulgado neste domingo (4) pelo Instituto Ipsos e publicado pelo jornal "El Comercio", o candidato do Ação Popular, de centro-direita, Yonhy Lescano, lidera com apenas 10% das intenções.

Na segunda colocação, com 9%, estão a representante da coalizão de esquerda Juntos pelo Peru, Verónika Mendoza, e o da centro-direita do Avança País, Hernando de Soto.

A filha do ex-ditador Alberto Fujimori, Keiko Fujimori, do Força Popular, aparece na quarta colocação ao lado do ex-jogador de futebol e do partido de centro-direita Vitória Nacional, George Forsyth. Ambos têm 8% dos votos.

Já o postulante da extrema-direita pelo partido Renovação Popular, Rafael López Aliaga, e o da esquerda, da sigla Peru Livre, Pedro Castillo, têm 6% cada.

Conforme o Ipsos, as maiores mudanças ocorreram com os nomes de De Soto, que subiu 5% desde a última pesquisa publicada em 14 de março, e Mendoza - alta de 3%. As maiores quedas foram de Lescano (-5%) e de Forsyth e Aliaga, ambos com retração de 2%.

Em entrevista ao "El Comercio", o diretor da Ipsos no país, Alfredo Torres, disse que essa será a disputa "mais fragmentada" da história recente do Peru, já que é possível dizer que há um "empate técnico" entre os sete candidatos.

O Peru irá às urnas no dia 11 de abril, com segundo turno no dia 6 de junho. A crise política e a instabilidade são marcas do país há cerca de 20 anos, mas o cenário se agravou ao fim de 2019.

Uma disputa constante entre o Parlamento e o ex-presidente Martín Vizcarra culminou com o impeachment do então mandatário em novembro do ano passado por "incapacidade moral" para o cargo.

Cinco dias após a nomeação de um novo presidente, Manuel Merino, o político renunciou por conta da morte de manifestantes contrários ao governo. No dia 16 de novembro, os parlamentares nomearam Francisco Segasti para o posto até a realização das novas eleições. (ANSA).
   

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