Governo da Venezuela expulsa embaixadora da UE após sanções

Isabel Brilhante Pedrosa tem 72 horas para deixar país

Isabel Brilhante Pedrosa tem 72 horas para deixar país
Isabel Brilhante Pedrosa tem 72 horas para deixar país (foto: EPA)
15:30, 24 FevCARACAS ZCC

(ANSA) - O governo da Venezuela declarou nesta quarta-feira (24) a embaixadora da União Europeia (UE), Isabel Brilhante Pedrosa, uma “persona non grata” e concedeu 72 horas para a diplomata deixar o país.

A medida, anunciada pelo chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, foi tomada após o bloco impor novas sanções contra funcionários venezuelanos.

"Hoje, por decisão do presidente Nicolás Maduro, entregamos nas mãos da senhora Isabel Brilhante a declaração como persona non grata", disse o ministro à imprensa após uma reunião com a diplomata em Caracas

Segundo Arreaza, por instrução do presidente Nicolás Maduro, a embaixadora da União Europeia na Venezuela tem 72 horas para sair do país”.

Na última segunda-feira (22), a UE acrescentou 19 altos funcionários do regime Maduro na lista de indivíduos alvos de sanções.

Entre as medidas estão a proibição de viagens e o congelamento dos bens dos envolvidos nos países do bloco europeu. No total, 55 venezuelanos estão na lista, incluindo incluindo Remigio Ceballos, um dos principais líderes militares da Venezuela; Indira Alfonzo, presidente do Conselho Nacional Eleitoral; e dois deputados da Assembleia Nacional.

As restrições foram determinadas depois das eleições parlamentares de 6 de dezembro, boicotadas e classificadas como fraudulentas pela oposição venezuelana. A UE, Estados Unidos e diversos países da América Latina, inclusive, não reconheceram o processo eleitoral.

Para Juan Guaidó, reconhecido por mais de 50 países como presidente da Venezuela, a pressão sobre o governo Maduro deve continuar para conseguir o fim da crise com eleições livres.

Hoje, o governo venezuelano já havia determinado que Guaidó e outros 27 deputados eleitos nas eleições legislativas de 2015 fossem desqualificados para ocupar cargos públicos pelos próximos 15 anos na Venezuela.

A decisão foi tomada pela Controladoria-Geral da República, órgão controlado pelo partido no poder, sob o fundamento de que os inabilitados não cumpriam a exigência de declaração de bens.

“Infelizmente encontramos um importante grupo de deputados que se recusam a se apresentar ao povo e se manifestar. Eles têm algo a esconder, sabemos que muitos desses personagens estão seriamente envolvidos em atos de corrupção, apreenderam o dinheiro de venezuelanos tanto na Venezuela quanto no exterior”, alegou o controlador, Elvis Amoroso. (ANSA)

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