Bienal de Arte de Veneza destaca potencial de refugiados

Mostra exibe obras de artistas forçados a fugir de seus países

Mostra de artistas refugiados na Bienal de Arte de Veneza (foto: Acnur/Alessandro Penso)
15:56, 30 JulVENEZA ZLR

(ANSA) - Palco para artistas renomados do mundo inteiro, a Bienal de Arte de Veneza, que acontece até 24 de novembro, resolveu jogar luz sobre o potencial de refugiados e mostrar como eles podem enriquecer a cultura de seus países de destino.

A exibição, chamada "Rothko in Lampedusa", inaugurada junto com a bienal, em 11 de maio, é organizada pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e tem como objetivo destacar o motor criativo dos deslocados internacionais.

O título da mostra se refere ao pintor americano Mark Rothko (1903-1970) e à ilha italiana de Lampedusa, destino de milhares de pessoas que cruzam o Mediterrâneo em barcos superlotados em busca de proteção na Europa.

Rothko, além de um dos mais celebrados artistas do século 20, também era refugiado e escapou da Rússia para os EUA quando ainda era criança. "Se Rothko não tivesse conseguido explorar seu potencial artístico em seu país de acolhimento, não conheceríamos seu extraordinário trabalho hoje. Será que entre o indefinido número de refugiados de hoje não pode haver um Rothko do século 21?", diz um comunicado dos organizadores.

A exposição na Bienal de Veneza reúne obras de cinco artistas refugiados: o criador de animações iraniano Majid Adin (que vive na Inglaterra), a escultora síria Rasha Deeb (Alemanha), o cartunista somali Hassan Yare (Quênia), o fotógrafo marfinense Mohamed Keita (Itália) e a fotógrafa iraquiana Bnar Sardar Sidiq (Inglaterra).

Suas obras dialogam com trabalhos de nove artistas de renome internacional, incluindo o dissidente chinês Ai Weiwei e o próprio Rothko. A mostra acontece no Palácio Querini, de quarta a segunda, das 10h às 18h. (ANSA)

Todos los Derechos Reservados. © Copyright ANSA