Itália celebra 100 anos de Fellini, o 'rei dos sonhos'

País terá milhares de eventos em homenagem ao cineasta

Federico Fellini, o mais célebre dos cineastas italianos, durante uma gravação
Federico Fellini, o mais célebre dos cineastas italianos, durante uma gravação (foto: Ansa)
12:54, 20 JanROMA ZLR

(ANSA) - O governo da Itália lançou uma programação com milhares de eventos para comemorar o centenário do nascimento de Federico Fellini (1920-1993), celebrado nesta segunda-feira (20).

Autor de obras-primas como "La Dolce Vita", "Julieta dos Espíritos", "Noites de Cabíria", "A Estrada da Vida", "8½" e "Amarcord" - os quatro últimos venceram o Oscar de melhor filme estrangeiro -, Fellini é um dos nomes mais importantes do cinema mundial e será lembrado com eventos por toda a Itália, incluindo óperas, exposições, peças teatrais, projeções especiais e concursos.

"100 anos atrás, em 20 de janeiro de 1920, nascia, em Rimini, Federico Fellini, um gigante na história do cinema e que marcou essa arte com seu talento e sua verve onírica. Em todo o mundo, autores, diretores, atores e o público continuam a admirar e se inspirar por seu trabalho, que foi capaz de modelar o imaginário coletivo", disse o ministro dos Bens Culturais da Itália, Dario Franceschini.

O governo lançou um site (https://fellini100.beniculturali.it/) que reúne todas as iniciativas programadas para o centenário do nascimento de Fellini.

A principal delas é uma exposição inaugurada em Rimini, em 14 de dezembro, e chamada "Fellini 100 - Genio Immortale", que conta a história da Itália por meio do imaginário dos filmes do cineasta, além de exibir documentos inéditos, como o primeiro roteiro de "Amarcord" e o roteiro final de "8½".

Já a Poste Italiane, empresa nacional de serviços postais, lançou nesta segunda um selo comemorativo com um autorretrato de Fellini, um entusiasta das ilustrações. O desenho saiu do "Libro dei Sogni", um diário onde o diretor anotava seus sonhos em formato ilustrado.

"O tio me dizia sempre que tínhamos uma vida de olhos abertos e outra de olhos fechados", contou Francesca Fabbri Fellini, sobrinha do cineasta, durante um congresso em Milão. "Ele era o rei dos sonhos", acrescentou. (ANSA)

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