Obra de Klimt que 'sumiu' por 22 anos será exposta na Itália

Quadro será atração de mostra em Piacenza a partir de novembro

Obra de Klimt ficou desaparecida entre 1997 e 2019 e foi achado 'sem querer' por jardineiro
Obra de Klimt ficou desaparecida entre 1997 e 2019 e foi achado 'sem querer' por jardineiro (foto: ANSA)
13:53, 15 OutPIACENZA ZGT

(ANSA) - O famoso quadro do pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918) que ficou desaparecido por cerca de 22 anos, "Retrato de uma Senhora", será exposto na Galeria de Arte Moderna Ricci Oddi em Piacenza, na Itália, a partir do dia 28 de novembro. O local é o mesmo onde a pintura "desapareceu" em 1997.

A obra será exposta com destaque no museu e será protegida por uma caixa de segurança, segundo informaram nessa quinta-feira (15) os diretores da exposição.

"O retorno para casa de Klimt é, na realidade, um início de percurso, não a primeira mostra. É o primeiro evento em que o quadro será apresentado sozinho, e mostra o débito que temos que compensar com a cidade que o adotou", disse o presidente da Galeria Ricci Oddi, Massimo Ferrari, durante a apresentação.

Após essa primeira exposição "solo", que segue até o dia 28 de março de 2021, a peça de arte será exposta em outras quatro etapas até 2022, para celebrar o aniversário do museu. Entre 28 de março e 11 de outubro, haverá uma segunda mostra para apresentar a relação de Klimt e de outros artistas mostrados na Galeria. A terceira mostrará a ligação entre o artista e a Itália (11/10/21 a 28/03/22) e a última apresentará Klimt como o maior artista da Secessão de Viena (28/03/22 a 11/10/22).

O quadro foi considerado um dos mais procurados do mundo após "desaparecer" da Galeria Ricci Oddi. No entanto, no fim de 2019, em 10 de dezembro, um jardineiro que fazia a manutenção do prédio descobriu a pintura escondida dentro de um alçapão protegido por uma porta de metal. A obra estava em uma parede, sem a moldura e dentro de um saco plástico.

Após um perícia técnica extensiva, a Promotoria de Piacenza confirmou a autenticidade da obra. Os agentes, que nunca descobriram quem roubou a peça, acreditam que os ladrões esconderam a pintura no local para buscar depois, mas por conta do alvoroço causado pelo roubo, desistiram de retornar. (ANSA).
   

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