Aos 77 anos, morre publicitário Duda Mendonça em São Paulo

Marqueteiro foi responsável por campanhas políticas de sucesso

Duda Mendonça tinha 77 anos e lutava contra um câncer cerebral, que foi agravado pela Covid-19
Duda Mendonça tinha 77 anos e lutava contra um câncer cerebral, que foi agravado pela Covid-19 (foto: Alice Vergueiro/Futura Press)
11:41, 16 AgoSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Morreu nesta segunda-feira (16), aos 77 anos, o publicitário Duda Mendonça. O marqueteiro estava internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e lutava contra um câncer cerebral.

Além disso, ele contraiu a Covid-19 em junho deste ano e teve seu quadro clínico agravado, precisando ser intubado e ir para a unidade de terapia intensiva (UTI).

Mendonça é considerado um dos maiores de seu setor no Brasil e ficou bastante conhecido por conta das campanhas políticas que realizou. Entre os maiores sucessos, estão a eleição de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo em 1992 e a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. O publicitário também fez a campanha que culminou na eleição do ex-premiê português Pedro Santana Lopes.

O marqueteiro foi réu em duas ações do Supremo Tribunal Federal (STF), na do Mensalão, em 2005, e na Lava Jato, em 2016. Em ambas, ele foi acusado de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Em ambas, foi absolvido.

Com quase 50 anos de carreira, os maiores trabalhos começaram na metade da década de 1980 e seguiram com as eleições de Mario Kertész à prefeitura de Salvador e de Maluf em São Paulo. Dali, ajudou o Partido dos Trabalhadores (PT) a eleger Lula com a campanha "Lulinha Paz & Amor".

Em nota, Lula lamentou a morte de Mendonça, a quem classificou de "gênio da comunicação política".

"Seu trabalho na campanha de 2002 já está na história como uma das campanhas mais bonitas e sensíveis da nossa história. Em um momento em que o Brasil sofria com uma crise aguda, racionamento de energia e miséria, Duda Mendonça produziu filmes e mensagens de muita sensibilidade, de que a esperança venceria o medo", diz ainda o comunicado. (ANSA).
   

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