Aos 77 anos, morre artista franco-italiana Catherine Spaak

Atriz, cantora, apresentadora e escritora faleceu em Roma

Catherine Spaak teve longa carreira no mundo das artes na Itália (foto: ANSA)
10:37, 18 AbrROMA ZGT

(ANSA) - Morreu neste domingo (17), aos 77 anos, a artista franco-italiana Catherine Spaak, informa a família. A atriz estava em sua casa em Roma e vinha sofrendo com diversos problemas de saúde, conforme informou sua irmã, Agnes, nesta segunda-feira (18) a um programa da emissora italiana "RAI".

Spaak tinha sofrido uma hemorragia cerebral em 2020 e, durante o processo de recuperação, sofreu dois derrames. Por isso, tinha como sequelas uma dificuldade de locomoção. Segundo Agnes, em julho do ano passado, a artista sofreu um novo derrame e a situação se agravou, com ela recebendo cuidados médicos muito frequentes.

"Em 25 de julho, ela teve um terceiro derrame e, desde então, infelizmente, iniciou-se um longuíssimo calvário. Posso dizer, porém, que ela se foi tranquilamente. Eu fiquei próxima a ela até o último momento e quero lembrar dela sempre sorridente", disse Agnes à emissora italiana.

O funeral ainda não tem data marcada, mas será realizado de maneira privada para familiares e amigos.

Nascida na França em uma família rica, a artista é filha do escritor Charles Spaak e sobrinha do ex-premiê da Bélgica, Paul-Henri.

Spaak dividiu sua vida entre a música, o cinema e a televisão e foi na Itália que mais desenvolveu sua arte, virando uma estrela ainda adolescente, participando dos longas "Il Sorpaso" (1962), de Dino Riso, "La noia" (1963), de Damiano Damiani, "La parmegiana" (1963), dei Antonio Pietrangeli, "La calda vita" (1964), de Florestano Vancini e "L'armata Brancaleone" (1966), de Mario Monicelli.

Também teve participação em programas jornalísticos e de entretenimento.

"Soube com dor da morte de Catherine Spaak, artista multifacetada, culta e elegante que no nosso país encontrou uma casa que a acolheu e a amou. Me solidarizo com os familiares e aos amigos nesse triste dia", escreveu o ministro da Cultura, Dario Franceschini, em suas redes sociais. (ANSA).
   

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