OMS atualiza recomendações contra zika e sugere adiar gravidez

Segundo OMS, não há razões para o cancelamento das Olimpíadas

Por zika, OMS pede que brasileiras adiem gravidez
Por zika, OMS pede que brasileiras adiem gravidez (foto: EPA)
10:40, 01 JunSÃO PAULO ZAR

(ANSA) - A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que casais que vivem em locais com o surto do vírus zika adiem ou pelo menos considerem adiar uma gravidez. Para os estrangeiros ou mesmo pessoais locais que apresentaram algum sintoma, a sugestão publicada nesta terça-feira, 31, pela entidade é de que esperem pelo menos seis meses para iniciar uma gravidez.
   

Já para estrangeiros que visitam locais com surtos e que não têm sintomas, a recomendação pede pelo menos 2 meses de espera até que uma gravidez seja iniciada.

 

A sugestão está sendo publicada depois que novos estudos realizados pela entidade e cientistas apontarem que o vírus tem um período maior de permanência no sêmen, além do que se previa.
   

"Nossa sugestão é de que pessoas em locais com surto adiem ou considerem adiar uma gravidez", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS. Para ele, mulheres nesses países devem ter acesso a informação e medidas de prevenção, como preservativos.

 

Em casos de estrangeiros que visitam o Brasil e tenham sintomas como febre e conjuntivite, a sugestão é de que a espera seja de seis meses. "Isso é uma forma de garantir que o vírus deixe o corpo", apontou Lindmeier.

 

Segundo ele, a sugestão anterior da OMS era de uma espera de apenas três meses. "Decidimos rever nossas recomendações, diante das novas informações que temos sobre o vírus" disse.
   

Outra mudança se refere também a casais que tenham estado no Brasil, mesmo sem dar sinais de sintomas. "Essas pessoas devem esperar oito semanas ao voltar de locais afetados", indicou.  Antes, a recomendação falava em quatro semanas.

 

Nesta terça-feira (31), a OMS voltou a dizer que não vê razões para adiar ou transferir a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, que serão disputados no Rio de Janeiro em agosto, porque acredita que a realização do evento no Brasil não aumentará o risco global de transmissão. Fonte: Estadão Conteúdo (ANSA)

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