Governo Bolsonaro recua e libera recursos para Amazônia

Ministério havia anunciado bloqueio de ações contra desmatamento

Devastação provocada por incêndio na Amazônia, em 2019
Devastação provocada por incêndio na Amazônia, em 2019 (foto: EPA)
09:37, 29 AgoSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O Ministério do Meio Ambiente confirmou na noite desta sexta-feira (28) o desbloqueio financeiro dos recursos para operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas na Amazônia e no Pantanal.

Mais cedo, a pasta havia informado que as ações estavam suspensas por falta de um repasse de R$ 60,7 milhões. Segundo o ministério, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) teria bloqueado R$ 39,7 milhões em verbas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e R$ 20,9 milhões do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após decisão da Secretaria de Governo (Segov) e da Casa Civil da Presidência da República.

"O Ministério do Meio Ambiente informa que, em razão do bloqueio financeiro efetivado pela SOF - Secretaria de Orçamento Federal na data de hoje, da ordem de R$ 20.972.195,00 em verbas do IBAMA e R$ 39.787.964,00 em verbas do ICMBio, serão interrompidas a partir da zero hora de 2ª.feira (31/agosto) todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia Legal, bem como todas as operações de combate às queimadas no Pantanal e demais regiões do País", havia afirmado o ministério, em nota à imprensa.

Após a nota do oficial do MMA, o vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho da Amazônia, afirmou que os recursos não serão efetivamente bloqueados.

"O governo está buscando recurso para poder pagar o auxílio emergencial, é o que estou chegando à conclusão, então está tirando recursos de todos os ministérios. Cada ministério oferece aquilo que pode oferecer, né? Então, o ministro teve uma precipitação aí e não vai ser isso que vai acontecer, não vão ser bloqueados os R$ 60,7 milhões, entre Ibama e ICMBio", afirmou a jornalistas na saída do seu gabinete, no anexo do Palácio do Planalto. (ANSA-Agência Brasil)  

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