EUA voltam formalmente ao Acordo de Paris nesta sexta-feira

Kerry será novamente o responsável pela assinatura do documento

Biden recolocou EUA no Acordo de Paris como uma das suas primeiras medidas
Biden recolocou EUA no Acordo de Paris como uma das suas primeiras medidas (foto: EPA)
08:55, 19 FevSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - Após exatos 107 dias, os Estados Unidos estão de volta ao Acordo de Paris sobre o clima nesta sexta-feira (19).

Uma das primeiras medidas anunciadas pelo presidente Joe Biden, o retorno ao pacto global marca o compromisso da nova administração de se alinhar com as regras estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para, entre outros pontos, a redução da emissão de gases tóxicos, investimentos em energia verde e para tentar conter em no máximo 2ºC o aumento da temperatura no planeta até 2030.

O responsável pela assinatura será John Kerry que, em abril de 2016, na função de secretário de Estado, assinou a entrada dos EUA no acordo global. Agora, como enviado especial de Biden para questões climáticas, terá a função simbólica de recolocar o país no mesmo caminho.

O ex-presidente Donald Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris em 2019, mas ela só se tornou efetiva em 4 de novembro de 2020 por conta de regras do documento assinado. O republicano era um entusiasta dos antigos métodos de produção de energia, como o uso de carvão e petróleo, e considerava o pacto mundial como "danoso" ao país - além de questionar as mudanças climáticas.

Ao todo, dos países que são membros formais da ONU, 195 assinaram o documento. Apenas Nicarágua e Síria não firmaram o acordo.

Biden já declarou por diversas vezes que as questões ambientais são fundamentais para seu governo, assim como eram quando ele estava na função de vice-presidente do governo de Barack Obama, responsável pela entrada dos EUA no pacto.

Nesse sentido, o novo presidente também já começou a implantar uma série de iniciativas para práticas sustentáveis e colocou no plano de retomada pós-Covid diretrizes que incentivam a chamada "indústria verde". (ANSA).

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