G20 defende recuperação de solos e gestão sustentável da água

Protesto contra o G20 para pedir medidas para proteger o planeta
Protesto contra o G20 para pedir medidas para proteger o planeta (foto: ANSA)
20:59, 22 JulROMA ZCC

(ANSA) - Os ministros do Meio Ambiente e da Energia do G20 se reuniram nesta quinta-feira (22), na Itália, para debater biodiversidade e meio ambiente, mas fizeram pouco progresso sobre como alcançar as metas climáticas.

Em comunicado conjunto, o grupo enfatiza sua defesa da biodiversidade, do uso eficiente dos recursos naturais e de uma economia circular, além de reforçar que os países promovam medidas para recuperar solos degradados, em linha com as metas da Agenda 2030.

Além disso, a nota explica que é necessário ter uma gestão sustentável da água, com acesso a água potável de forma igualitária.

A Itália detém a presidência rotativa do G20 neste ano e afirmou que o texto sobre o meio ambiente finalmente foi acordado para a "grande alegria" de todos os países, após "semanas de negociações e uma sessão ininterrupta de dois dias".

Para o ministro da Transição Ecológica da Itália, Roberto Cingolani, o comunicado "é particularmente ambicioso e identifica 10 linhas de ação que refletem a visão do PNRR italiano: soluções naturais para o clima; luta contra a degradação do solo; segurança alimentar; uso sustentável da água; proteção dos oceanos; combate ao plástico no mar; uso sustentável e circular dos recursos; cidades sustentáveis; educação; e finanças verdes".

"É a primeira vez que essas categorias são reconhecidas pelo G20 e vinculativas para todos os países que produzem 80% do PIB [Produto Interno Bruto] mundial e 85% das emissões de gases de efeito estufa", afirmou o italiano.

Segundo Cingolani, o documento final "foi partilhado não só por países europeus, mas também por outras nações". E indicou pontos que serão desenvolvidos na COP26, em Glasgow, em novembro.

"Devemos aumentar as contribuições para a descarbonização aos países em desenvolvimento. O acordo de Paris prevê um fundo de US$100 milhões, mas chegamos a apenas 60", acrescentou o italiano.

Cingolani reforçou que as "finanças verdes têm de caminhar nesta direção". "Não é só uma questão de dinheiro, mas também de venda de tecnologias".

A declaração de amanhã, no entanto, deve abordar diretamente os compromissos com as alterações climáticas e, provavelmente, será mais desafiadora.

Este foi o primeiro dia do encontro dos ministros do grupo, que reúne 19 das maiores economias do mundo - inclusive o Brasil - e a União Europeia. Nesta sexta-feira (23), o G20 deve debater a energia e as mudanças climáticas, principalmente depois dos incêndios florestais devastadores nos Estados Unidos e Rússia e as enchentes na China e na Europa Ocidental.

Protestos -

Enquanto ocorria a reunião, cerca de mil pessoas protestaram em Nápoles, no sul da Itália, contra o G20 de Meio Ambiente e Energia e para pedir medidas concretas para proteger o planeta.

A manifestação percorreu as ruas do centro da cidade durante pelo menos três horas até a piazza Municipio, próximo do local onde ocorreu o encontro.

A polícia foi mobilizada e tentou paralisar os manifestantes com um cordão duplo de agentes do departamento de comunicações móveis. O grupo, porém, chegou a jogara bolsas de água, sacos de lixo e outros objetos contra os agentes, que se protegeram com escudos. (ANSA)

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