Estudo italiano mostra impacto da vacinação nas mortes por Covid

Quase 99% das vítimas não tinham se vacinado ou completado ciclo

Vacinados representaram apenas 1,2% das mortes por Covid-19 desde fevereiro
Vacinados representaram apenas 1,2% das mortes por Covid-19 desde fevereiro (foto: ANSA)
12:11, 27 JulROMA ZGT

(ANSA) - Um estudo divulgado nesta terça-feira (27) pelo Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão ligado ao governo da Itália, mostrou que quase 99% das mortes por Covid-19 no país desde fevereiro eram de pessoas que não haviam se vacinado ou completado o ciclo vacinal.

Os dados começaram a ser analisados a partir do dia 1º de fevereiro porque essa era a data que correspondia às cinco semanas necessárias para a conclusão do ciclo vacinal a partir do início da campanha nacional de imunização.

No período de análise, até o dia 21 de julho, foram 35.776 mortes confirmadas por Covid-19. Dessas 98,8% eram de pessoas que não tinham se vacinado ou não completado o ciclo de imunização - duas doses das fórmulas da Pfizer/BioNTech, Moderna e Oxford/AstraZeneca ou uma da Janssen.

Do 1,2% de vítimas que tinham completado o ciclo (423 pessoas), o ISS destaca que a média etária era bastante elevada, em 88,6 anos, e eram pessoas com outros tipos de doença, que podem ter ajudado a impedir o desenvolvimento de anticorpos contra o coronavírus Sars-CoV-2 de maneira satisfatória.

"Os resultados aqui apresentados podem ter duas possibilidades de explicação. A primeira, é que os pacientes muito idosos e com várias patologias podem ter uma redução na resposta imunológica e, por isso, serem suscetíveis à infecção do Sars-CoV-2 e suas complicações mesmo vacinados. O segundo é que esse resultado pode ser explicado pelo fato que foi dada prioridade na vacinação para pessoas mais velhas e vulneráveis e que ainda representa a população com a maior prevalência de vacinação com o ciclo completo quando o estudo foi feito", finaliza o documento.

Leia o estudo completo aqui (em italiano). (ANSA).

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