Ao lado de Bolsonaro, Macri chama governo Maduro de ditadura

Presidente da Argentina se reuniu com brasileiro em Brasília

Macri e Bolsonaro em Brasília (foto: Agência Brasil)
14:34, 16 JanSÃO PAULO ZCC

(ANSA) - Em visita oficial ao Brasil, o presidente argentino, Mauricio Macri, foi recebido por seu homólogo, Jair Bolsonaro, em Brasília. Em breve discurso no Palácio do Planalto, o argentino disse que ele e o governo brasileiro não reconhecem o segundo mandato do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e chamou seu governo de "ditadura".

Macri ressaltou que considera a atuação do líder chavista um "escárnio à democracia". Além disso, para ele, Maduro quer se manter no poder com eleições "fictícias" e constrangendo os opositores.

O presidente também anunciou que reconhece a Assembleia Nacional da Venezuela como única instituição legítima do país.    

O argentino ainda disse que ele e Bolsonaro estão preocupados com a crise que assola o território venezuelano. "Compartilhamos a preocupação pelos venezuelanos. Reafirmamos nossa condenação à ditadura de Nicolás Maduro. Não aceitamos esse escárnio com a democracia, e menos ainda a tentativa de vitimização de quem na verdade é o algoz", afirmou.
   

Por fim, Macri ressaltou que a comunidade internacional também já se deu conta que Maduro é um ditador e leva os cidadãos do país a uma "situação desesperadora e angustiante".
   

Já Bolsonaro, por sua vez, afirmou que Brasil e Argentina devem atuar na defesa da liberdade e da democracia na região. Maduro foi reeleito em maio do ano passado em um pleito boicotado pela oposição. Ontem(15), a Assembleia Nacional do país o declarou "usurpador do cargo".
   

Reunião -

Os dois presidentes também trataram da necessidade de revigorar os intercâmbios políticos e comerciais entre os países.
   

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou ter discutido com o líder argentino o combate ao crime organizado, defesa, ciência e tecnologia, energia nuclear e dinamização do comércio.
   

O chefe de Estado do Brasil ressaltou que preza a relação de amizade com o governo da Argentina e disse que "não há tabus" na relação bilateral. "O que nos move é obter resultados concretos".
   

Durante o encontro, os chefes de Estado também concordaram com a necessidade de aperfeiçoar o Mercosul, mudando a agenda de trabalho, valorizando a proposta inicial de abertura comercial.

O presidente argentino, por sua vez, enfatizou a interconexão entre as economias dos dois países latinos e ressaltou a importância de modernizar o Mercosul, na tentativa de aproveitar "as oportunidade que o mundo oferece". (ANSA)

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