Após 5 horas, termina cirurgia de Bolsonaro

Presidente passou por operação para corrigir hérnia

Entrada do Hospital Vila Nova Star, onde Bolsonaro passou por cirurgia
Entrada do Hospital Vila Nova Star, onde Bolsonaro passou por cirurgia (foto: EPA)
14:14, 08 SetSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Após cinco horas, terminou a cirurgia para correção de uma hérnia no presidente Jair Bolsonaro. A operação, realizada no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo (SP), estava prevista para durar três horas, mas começou às 7h35 e terminou às 12h40 deste domingo (8).

"O procedimento foi bem sucedido, realizado pelo cirurgião chefe Dr. Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo e sua equipe. A técnica utilizada foi a hernioplastia incisional com implantação de tela. O paciente fará sua recuperação em apartamento e apresenta quadro clínico estável. Por orientação médica, estará com visitas restritas", diz um boletim lido pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

Segundo Macedo, Bolsonaro deve começar a receber uma dieta líquida a partir desta segunda-feira (9). "É lícito imaginar que deva ter recuperação em cinco ou seis dias e possa viajar em uma semana ou 10 dias", disse o cirurgião.

O presidente tem viagem marcada para o fim de setembro, quando discursará na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A sessão com a fala de Bolsonaro está marcada para 24 deste mês, daqui a 16 dias.

Histórico

Essa foi a quarta cirurgia no presidente desde o ataque a faca sofrido por ele durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 6 de setembro do ano passado. O autor do crime, Adélio Bispo de Oliveira, foi considerado inimputável e acabou internado em um manicômio judicial por tempo indeterminado.

A hérnia incisional, espécie de protuberância no tecido, surgiu no local das três intervenções anteriores, perto da cicatriz da facada. A condição se deve à fraqueza na parede muscular do abdome, que é atravessada por um órgão da região - no caso de Bolsonaro, o intestino.

Os médicos colocaram uma tela de proteção na parede abdominal para reduzir o risco de uma nova hérnia, e o presidente também usará uma cinta protetora no pós-operatório. (ANSA)

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