Segundo turno frustra esquerda em SP, Porto Alegre e Vitória

Bruno Covas foi reeleito para governar maior cidade do país

Bruno Covas vota com seu filho, Tomás, em colégio eleitoral em São Paulo
Bruno Covas vota com seu filho, Tomás, em colégio eleitoral em São Paulo (foto: EPA)
17:49, 30 NovSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - O prefeito Bruno Covas (PSBD) foi reeleito neste domingo (29) para governar a cidade de São Paulo até 2024, em um segundo turno marcado pela derrocada da esquerda nas capitais mais cobiçadas.

Com 96,5% das urnas apuradas, o tucano aparece com 59,38% dos votos, contra 40,62% de Guilherme Boulos (PSOL), que se fortalece como alternativa ao PT no campo progressista, mas ainda sem conseguir penetrar no eleitorado de centro.

Com 40 anos de idade, Bruno Covas é neto do ex-governador Mário Covas e exerce o cargo de prefeito desde 2018, quando o também tucano João Doria deixou a Prefeitura para disputar o Palácio dos Bandeirantes.

Sua campanha no segundo turno buscou colar o rótulo de "radical" em Boulos, expoente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), enquanto tentava passar uma imagem de normalidade na pandemia na cidade, que tem tido aumento dos casos e das internações nas últimas semanas.

Derrotas da esquerda

Além de São Paulo, a esquerda sonhava com vitórias em Porto Alegre, com a ex-candidata a vice-presidente Manuela D'Ávila (PCdoB), Vitória, com João Coser (PT), e Belém, com Edmilson Rodrigues (PSOL), mas ganhou apenas na última.

Manuela foi derrotada por Sebastião Mello (MDB) por 54,6% a 45,4%, enquanto Coser perdeu para o delegado bolsonarista Pazolini (Republicanos) por 58,50% a 41,50%, contrariando as últimas pesquisas de opinião, que apontavam empate técnico entre os dois candidatos.

Em Recife, com a esquerda dividida, João Campos (PSB), filho do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, levou a melhor sobre sua prima Marília Arraes (PT) por 56,2% a 43,8% - o PSB também ganhou em Maceió, com JHC.

Ainda no campo da esquerda, o PDT, de Ciro Gomes, triunfou em Aracaju (Edvaldo Nogueira), Fortaleza (Sarto).

Rio de Janeiro

Nas grandes capitais, o resultado mais previsível era o do Rio de Janeiro, onde o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) se aproveitou da impopularidade do atual chefe municipal, Marcelo Crivella (Republicanos), para vencê-lo por 64,3% a 35,7%.

Crivella tinha o apoio da família Bolsonaro e apostou em uma enxurrada de notícias falsas na reta final da campanha - incluindo acusações de apoio à pedofilia - para reverter o favoritismo de Paes, mas sem sucesso.

Os outros vitoriosos nas capitais que tiveram segundo turno são Cícero Lucena (PP), em João Pessoa; Eduardo Braide (PODE), em São Luís; Dr. Pessoa (MDB), em Teresina; Maguito Vilela (MDB), em Goiânia; Emanuel Pinheiro (MDB), em Cuiabá; Hildon Chaves (PSDB), em Porto Velho; Arthur Henrique (MDB), em Boa Vista; e David Almeida (Avante), em Manaus.

A apuração em Rio Branco, no Acre, ainda não começou, enquanto Macapá, no Amapá, vai às urnas em dezembro devido ao recente apagão no estado. (ANSA) 

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