Oposição vai às ruas contra Bolsonaro sob ameaça de '3ª onda'

Protestos foram registrados em todas as regiões do Brasil

Protesto contra Jair Bolsonaro no centro do Rio de Janeiro (RJ)
Protesto contra Jair Bolsonaro no centro do Rio de Janeiro (RJ) (foto: Gabriel Bastos/Futura Press)
18:48, 29 MaiSÃO PAULO ZLR

(ANSA) - Cidades de todas as regiões do país são palcos neste sábado (29) de uma onda de protestos contra o presidente Jair Bolsonaro, que está na mira da CPI da Covid-19 no Senado e enfrenta queda de popularidade nas pesquisas.

Organizadas por movimentos de esquerda e promovidas por políticos da oposição, as manifestações acontecem em meio à ameaça de uma terceira onda da pandemia no Brasil, que vinha apresentado uma tendência de alta na média móvel de casos até a última sexta-feira (28).

"Estamos nas ruas porque o Brasil é governado por uma coalizão entre um vírus e um genocida", escreveu no Twitter o ex-presidenciável Guilherme Boulos (PSOL-SP), que pediu para os manifestantes usarem máscaras PFF2 ou N95 e respeitarem o distanciamento físico.

"Todos os brasileiros que decidirem ir às ruas protestar têm o meu respeito, mas preciso ponderar como pai e avô: os números de vítimas da Covid são alarmantes. Cuidem-se. Nós somos a turma da vida, que respeita a ciência e que temos compromisso com o futuro do Brasil", disse no Twitter o também ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE), ainda na última sexta.

A pauta dos protestos é difusa e inclui críticas a privatizações de estatais e ao valor do auxílio emergencial, mas o principal catalizador é o pedido pelo impeachment de Bolsonaro, a quem os manifestantes culpam pelas cerca de 460 mil mortes por Covid-19 no Brasil.

O presidente é acusado de atrasar de propósito a compra de vacinas contra o novo coronavírus, de promover tratamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, de incentivar aglomerações e de desestimular o uso de máscaras.

Em São Paulo, maior cidade do país, a manifestação começou por volta de 16h e tomou a Avenida Paulista. Já no Recife (PE), policiais jogaram spray de pimenta no rosto da vereadora Liana Cirne (PT).

"Não me arrependo por um segundo do que fiz. Estou sendo criticada por ser impetuosa. Mas se tenho uma carteira de couro com um brasão da Câmara Municipal, é para isso que ele foi feito! O único carteiraço que vale a pena dar na vida. Fiz e faria de novo", disse Cirne nas redes sociais. (ANSA)  

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