Bolsonaro recebe deputada alemã de extrema-direita em Brasília

Von Storch é vice-líder do AfD e neta de ministro nazista

Von Storch postou foto de encontro com Bolsonaro em sua conta no Instagram
Von Storch postou foto de encontro com Bolsonaro em sua conta no Instagram (foto: Reprodução/Instagram)
11:09, 26 JulSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - O presidente da República, Jair Bolsonaro, recebeu na última semana a deputada alemã Beatrix von Storch, do partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), informou a própria parlamentar em suas redes sociais nesta segunda-feira (26).

Na imagem, Von Storch diz que quer "fortalecer suas conexões com o Brasil" e também "defender nossos valores cristãos e conservadores em nível internacional". O marido da política, Sven von Storch, também aparece na imagem.

Von Storch é uma das principais lideranças do partido ultranacionalista, conhecido por suas posturas xenofóbicas em relações aos migrantes que chegam à União Europeia, pelo euroceticismo e, mais recentemente, por liderar os protestos negacionistas da pandemia de Covid-19 na Alemanha.

Além disso, diversos membros da sigla já foram processados por "simpatizar" com o nazismo. Apesar de ter conquistado grande força nos últimos anos, a sigla vem enfrentando diversas perdas políticas em várias áreas da Alemanha desde 2020.

Outro ponto a se destacar da deputada é que ela é neta de Johann Ludwig Schwerin von Krosigk, que foi ministro das Finanças por mais de 12 anos durante o governo de Adolf Hitler. Era a pasta dele a responsável pelo confiscos dos bens dos judeus enviados para os campos de concentração durante a ditadura do Partido Nazista.

Von Krosigk ainda ficou no governo pós-Hitler, mas foi condenado no Tribunal de Nuremberg a 10 anos de prisão por crimes de guerra em 1949. Ele permaneceu preso por apenas dois anos porque, em 1951, recebeu uma anistia do governo.

Von Storch havia se encontrado, durante a última semana, com os deputados Bia Kicis (PSL-DF) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. As postagens nas redes sociais foram seguidas de inúmeras críticas, inclusive, do Museu do Holocausto de Curitiba. (ANSA).
   

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