No Ceará, Bolsonaro ataca CPI em dia de relatório final

Presidente voltou a se eximir de culpa na gestão da pandemia

Bolsonaro disse 'não ter culpa de nada' na pandemia
Bolsonaro disse 'não ter culpa de nada' na pandemia (foto: EPA)
20:04, 20 OutSÃO PAULO ZGT

(ANSA) - No dia que a Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado (CPI) apresentou seu relatório final e pediu o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro em 10 crimes durante a pandemia de Covid-19, o mandatário voltou a atacar os senadores da oposição e a se eximir de qualquer responsabilidade em um evento no Ceará.

"Como seria bom se aquela CPI tivesse fazendo algo produtivo para nosso Brasil. Tomaram tempo de nosso ministro da Saúde, de servidores, de pessoas humildes e de empresários. Nada produziram a não ser ódio e o rancor entre alguns de nós. Mas, sabemos que não temos culpa de absolutamente nada, fizemos a coisa certa desde o primeiro momento", afirmou a apoiadores.

E, novamente, Bolsonaro fez a defesa pública de medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, dizendo que foi a pessoa que teve "coragem" de dar a "solução" para a doença.

Apesar do discurso, a CPI da pandemia apresentou uma série de documentos contra o presidente e mais 65 pessoas - além de duas empresas - para pedir o indiciamento.

Bolsonaro foi acusado por vários crimes, incluindo epidemia com resultado de morte, charlatanismo e crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos.

"Esta CPI identifica o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro como o responsável máximo por atos e omissões intencionais que submeteram os indígenas a condições de vida, tais como a privação do acesso a alimentos ou medicamentos, com vista a causar a destruição dessa parte da população, que configuram atos de extermínio, além de privação intencional e grave de direitos fundamentais em violação do direito internacional, por motivos relacionados com a identidade do grupo ou da coletividade em causa, que configura atos de perseguição", diz trecho do documento assinado pelo senador Renan Calheiros. (ANSA).
   

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