Inflação na Itália atinge maior valor em mais de 30 anos

Alta é puxada sobretudo pelos preços da energia

Inflação anualizada na Itália não era tão alta desde julho de 1991
Inflação anualizada na Itália não era tão alta desde julho de 1991 (foto: ANSA)
12:58, 31 MarROMA ZLR

(ANSA) - A inflação na Itália deve fechar o mês de março no maior valor em mais de 30 anos, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).

Segundo o órgão, o Índice Nacional de Preços de Consumo para a Coletividade (NIC) acumula alta de 1,2% na comparação com fevereiro e de 6,7% em relação a março de 2021, maior índice anualizado desde julho de 1991.

A disparada continua sendo puxada pelos preços de energia, que apresentaram crescimento de 52,9% em março na comparação anual, contra os 45,9% registrados em fevereiro.

O custo da energia já vinha em alta desde o ano passado, mas o movimento se acelerou a partir de fevereiro por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia, principal fornecedor de gás natural para a Itália.

Ainda de acordo com o Istat, a inflação acumulada no país em 2022 é de 5,3%.

Desemprego

O instituto também divulgou nesta quinta-feira a taxa de desemprego relativa a fevereiro, que ficou em 8,5%, queda de 1,7 ponto em relação ao mesmo mês de 2021 e de 0,1 ponto na comparação com janeiro de 2022.

Entre os jovens de 15 a 24 anos, o índice é de 24,2%, redução de 8,4 pontos em relação ao ano passado e de 0,6 ponto na comparação com janeiro. Com isso, a taxa de ocupação na Itália subiu para 59,6%, recorde na série histórica. (ANSA)   

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