'Vida não tem sido fácil' para economias, diz Mantega

"Talvez 2013 tenha sido o ano da virada", afirmou o ministro

O ministro da Fazenda, Guido Mantega
O ministro da Fazenda, Guido Mantega (foto: EPA)
10:42, 15 MaiSÃO PAULO ZSG

(ANSA) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou há pouco que "a vida não tem sido fácil" para as economias de modo geral e que não se sai com facilidade de uma crise como a que ocorreu nos últimos anos. Mesmo assim, segundo o ministro, a crise está sendo superada. "Talvez 2013 tenha sido o ano da virada", afirmou. "Eu posso dizer que as perspectivas para a economia brasileira são de uma melhora gradual da nossa economia nos próximos anos.
    A começar em 2013, em sintonia com a recuperação da economia mundial", disse Mantega logo no início de seu discurso na Câmara dos Deputados. Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, a economia mundial foi acometida pela maior crise do capitalismo dos últimos 80 anos. "A boa notícia é que podemos dizer que a crise já está sendo superada. Mas da superação da crise até conseguirmos implantar novo ciclo de crescimento é uma transição dolorosa pra todos os países envolvidos nisso", reconheceu. O ministro apresentou aos parlamentares um mapa com o desempenho da economia mundial em 2013 e disse que, mesmo os Estados Unidos que estão voltando a crescer, tiveram um avanço de apenas 1,9%.
    Além disso, Mantega disse que parte dos países europeus ainda estava com crescimento negativo. "Os países emergentes também sofreram o resultado desta atrofia da economia internacional e temos visto países dinâmicos como a China desacelerando seu crescimento", concluiu. Mantega citou o crescimento de 2,3% da economia brasileira no ano passado, mas lembrou que até o fim deste mês o País terá "novo PIB" para o ano passado, dado que o IBGE revisou o resultado da produção industrial de 2013. "Isso vai alterar o desempenho do PIB, mas não sabemos ainda para quanto vamos", disse. O ministro afirmou que o governo prevê para 2014 um crescimento semelhante ao do ano passado, diferente, portanto, do que prevê o FMI. Fonte: Agência Estado(ANSA)

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