Presidente da Ferrari deve ficar no cargo até 2021

Sergio Marchionne sairá antes do posto de CEO da Fiat Chrysler

Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, no dia da abertura de capital da montadora em Wall Street
Sergio Marchionne, presidente da Ferrari, no dia da abertura de capital da montadora em Wall Street (foto: AP)
14:22, 03 MarTURIM ZLR

(ANSA) - O presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, ficará no cargo ao menos até 2021, segundo relatório divulgado pela montadora italiana nesta sexta-feira (3).

Com isso, o executivo deve permanecer na escuderia após sua saída do posto de CEO da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), prevista para 2018 - ele também ocupa essa função na Ferrari.

De acordo com o documento, Marchionne receberá a última parcela de um "plano de incentivo" em ações da montadora de luxo em fevereiro de 2021, o que indica sua continuidade na empresa ao menos até essa data.

No ano passado, o executivo não ganhou salários como mandatário e CEO da Ferrari, embora detenha mais de 90 milhões de euros em ações da companhia de Maranello. Por outro lado, ele recebeu 10,6 milhões de euros como CEO da FCA, grupo que se dissociou da Ferrari no início de 2016.

Em seu primeiro ano de "independência", a Ferrari obteve lucro líquido de 400 milhões de euros, melhor marca de sua história, e registrou recorde na produção de veículos, com 8.014 novas unidades.

Contudo, apesar dos resultados financeiros positivos, um dos maiores objetivos de Marchionne no comando da Ferrari é devolvê-la ao topo da Fórmula 1, após quase uma década de domínio de Red Bull e Mercedes.

"A temporada de 2017 está cheia de incógnitas por causa das muitas mudanças de regulamento e gestão, por isso evito fazer previsões. O que posso prometer é que lutaremos e que temos união, empenho e paixão para voltar ao topo", disse o presidente em uma carta aos acionistas da montadora. (ANSA)

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